Estes são alguns dos esquemas que os criminosos usam para atrair quem procura um emprego. Saiba como reconhecer situações suspeitas.
Outros artigos:
Fundação Bial recebe candidaturas para apoios à investigação até 31 de agosto
Neuraspace levanta 15,6 milhões de euros para escalar soluções de Gestão de Tráfego Espacial e de Defesa
As ofertas de emprego fraudulentas estão cada vez mais difíceis de identificar, devido à sofisticação das novas tecnologias. E apesar dos ganhos relevantes que a utilização de Inteligência Artificial (IA) trouxe para o mercado de trabalho, também está a ser usada para criar falsas ofertas de emprego, entrevistas simuladas e contactos altamente credíveis, o que levanta sérios problemas a quem está à procura de um emprego pela dificuldade em distinguir o verdadeiro do falso.
Para a Adecco Portugal, empresa de recrutamento que acompanha diariamente a evolução do mercado de trabalho, hoje “os candidatos enfrentam um risco diferente daquele que existia há poucos anos. Já não basta desconfiar de uma oferta demasiado apelativa. As fraudes evoluíram e conseguem reproduzir com enorme credibilidade praticamente todas as fases de um processo de recrutamento”, sublinha Vanda Santos, diretora de Serviço e Qualidade da empresa. “É precisamente por isso que a literacia digital passou também a ser uma competência importante para quem procura emprego”, acrescenta.
Perante esta realidade é imprescindível que os candidatos a um emprego saibam reconhecer sinais de alerta e confirmem sempre a legitimidade das empresas e do recrutador, antes de partilharem dados pessoais ou financeiros. Por isso, a Adecco deixa algumas recomendações para ajudar a reconhecer os principais sinais de alerta.
Desconfie se:
- A empresa solicitar qualquer tipo de pagamento para prosseguir com o processo de recrutamento;
- O contacto for feito exclusivamente através de WhatsApp, Telegram ou contas de email pessoais;
- A oferta apresentar condições demasiado vantajosas para a função proposta;
- O recrutador evitar reuniões por vídeo ou utilizar plataformas pouco habituais para todo o processo;
- Existirem inconsistências entre o anúncio, o website da empresa e o perfil do alegado recrutador;
- For solicitada informação pessoal ou bancária antes da existência de uma proposta formal.
A diretora de Serviço e Qualidade da Adecco Portugal alerta ainda que “a melhor forma de prevenir este tipo de situações continua a ser confirmar sempre a autenticidade da empresa através dos seus canais oficiais e manter uma postura crítica perante qualquer processo que gere pressão, urgência excessiva ou pedidos invulgares”. E acrescenta, “quando uma oportunidade parece demasiado boa para ser verdade, vale sempre a pena confirmar antes de avançar”.
Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders