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Se está à procura de emprego tenha cuidado com as propostas falsas

Link To Leaders
7 ago., 08:59

Anúncios falsos, mas altamente credíveis, perfis de recrutadores falsos, websites fraudulentos praticamente idênticos aos das empresas legítimas.

Estes são alguns dos esquemas que os criminosos usam para atrair quem procura um emprego. Saiba como reconhecer situações suspeitas.

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As ofertas de emprego fraudulentas estão cada vez mais difíceis de identificar, devido à sofisticação das novas tecnologias. E apesar dos ganhos relevantes que a utilização de Inteligência Artificial (IA) trouxe para o mercado de trabalho, também está a ser usada para criar falsas ofertas de emprego, entrevistas simuladas e contactos altamente credíveis, o que levanta sérios problemas a quem está à procura de um emprego pela dificuldade em distinguir o verdadeiro do falso.

Para a Adecco Portugal, empresa de recrutamento que acompanha diariamente a evolução do mercado de trabalho, hoje “os candidatos enfrentam um risco diferente daquele que existia há poucos anos. Já não basta desconfiar de uma oferta demasiado apelativa. As fraudes evoluíram e conseguem reproduzir com enorme credibilidade praticamente todas as fases de um processo de recrutamento”, sublinha Vanda Santos, diretora de Serviço e Qualidade da empresa. “É precisamente por isso que a literacia digital passou também a ser uma competência importante para quem procura emprego”, acrescenta.

Perante esta realidade é imprescindível que os candidatos a um emprego saibam reconhecer sinais de alerta e confirmem sempre a legitimidade das empresas e do recrutador, antes de partilharem dados pessoais ou financeiros. Por isso, a Adecco deixa algumas recomendações para ajudar a reconhecer os principais sinais de alerta.

Desconfie se:

  1. A empresa solicitar qualquer tipo de pagamento para prosseguir com o processo de recrutamento;
  2. O contacto for feito exclusivamente através de WhatsApp, Telegram ou contas de email pessoais;
  3. A oferta apresentar condições demasiado vantajosas para a função proposta;
  4. O recrutador evitar reuniões por vídeo ou utilizar plataformas pouco habituais para todo o processo;
  5. Existirem inconsistências entre o anúncio, o website da empresa e o perfil do alegado recrutador;
  6. For solicitada informação pessoal ou bancária antes da existência de uma proposta formal.

A diretora de Serviço e Qualidade da Adecco Portugal alerta ainda que “a melhor forma de prevenir este tipo de situações continua a ser confirmar sempre a autenticidade da empresa através dos seus canais oficiais e manter uma postura crítica perante qualquer processo que gere pressão, urgência excessiva ou pedidos invulgares”. E acrescenta, “quando uma oportunidade parece demasiado boa para ser verdade, vale sempre a pena confirmar antes de avançar”.

Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders

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