Um novo estudo salarial da Page Executive sobre as principais funções de direção e as tendências de recrutamento destes quadros revela uma tendência a que as organizações que pretendem reter os melhores talentos executivos devem estar atentas.
Conduzido pela marca de recrutamento executivo do PageGroup, o estudo baseou-se em de 4.500 respostas de executivos de vários setores empresariais de todo o mundo (incluindo 1700 na Europa) e constatou que 61% dos executivos da Europa Continental planeia mudar de empresa nos próximos cinco anos.
88% dos que ponderam uma mudança de carreira apontam a insatisfação profissional como o principal motivo, enquanto 75% referem o salário como a razão principal para procurar novas oportunidades de trabalho. Em média, apenas 48% de todos os executivos da Europa Continental inquiridos afirmaram estar satisfeitos com o seu pacote salarial. A nível global, essa percentagem sobe para 51%.
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Por sua vez, cerca de 43% dos executivos relataram um aumento na remuneração variável no ano passado, mas os líderes seniores na Europa estão menos otimistas em relação a aumentos futuros que os seus pares noutras regiões do mundo.
O estudo analisou ainda o trabalho híbrido na Europa, concluindo que os executivos com a opção de trabalhar remotamente, pelo menos dois dias por semana, estão 25% mais satisfeitos nas suas funções do que aqueles sem acordos de trabalho híbridos.
Refira-se que apenas 15% não têm acesso a acordos de trabalho híbridos na região, uma percentagem significativamente abaixo da média global que ronda os 25%. Os executivos também valorizam outros benefícios como carro da empresa (68%), seguro de saúde (52%), ou a participação nos lucros (39%).
Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders.