O crédito pessoal para estudantes surge como solução para quem enfrenta dificuldades em suportar os custos de um curso superior. Este tipo de financiamento ajuda a pagar propinas, material, alojamento e até viagens relacionadas com a formação.
Para muitos, o crédito para pagar propinas é o único caminho para investir no futuro académico sem comprometer o presente. A seguir, saiba como este funciona.
Crédito pessoal para estudantes: O que é e para que serve?
Trata-se de um crédito pessoal com finalidade específica: a educação. Pode financiar licenciaturas, mestrados, doutoramentos ou formações técnicas.
Os bancos permitem usar este crédito não só para propinas e matrículas, mas também para despesas com material escolar, alojamento, transportes e programas de intercâmbio, como o Erasmus.
Quais os montantes e prazos deste financiamento?
Em Portugal, os montantes começam nos 1.000 euros e podem chegar aos 50.000 euros para cursos nacionais ou Erasmus. Para formações no estrangeiro, o limite sobe para 75.000 euros.
O prazo de reembolso vai, regra geral, dos 24 aos 120 meses, embora algumas instituições ajustem à duração do curso e permitam prolongar até mais cinco anos.
Período de carência: O benefício de pagar só juros durante o curso
Uma das maiores vantagens do crédito pessoal para estudantes é o período de carência. Durante esse tempo, o estudante paga apenas os juros, adiando a amortização do capital.
Em 2025, este período pode ir até 42 meses ou cobrir 80% da duração do curso, permitindo aliviar o esforço financeiro durante os estudos.
Documentos a apresentar
Para pedir um crédito pessoal para estudantes, é necessário apresentar identificação (Cartão de Cidadão), comprovativo de morada e IBAN. O banco pode ainda exigir a declaração de IRS, recibos de vencimento ou, se aplicável, declaração da entidade patronal. Também é consultado o mapa de responsabilidades de crédito do Banco de Portugal.
Além disso, deve entregar o comprovativo de matrícula no ensino superior e, quando relevante, comprovativos das despesas a financiar. Em alguns casos, podem ser pedidas outras garantias. A aprovação depende sempre da análise do perfil de risco do estudante ou do responsável pelo crédito.
Custos e taxas a considerar no crédito pessoal para estudantes
Apesar de condições mais vantajosas do que o crédito pessoal sem finalidade específica, existem encargos a considerar. Entre eles estão as comissões de abertura, imposto do selo e, em alguns casos, seguros associados.
A TAEG para crédito pessoal com finalidade educação não pode ultrapassar os 9,1% no terceiro trimestre de 2025. Na prática, as ofertas situam-se entre 5,5% e 7,5%.
Vantagens face ao crédito pessoal sem finalidade específica
Além da TAEG mais baixa, este tipo de crédito oferece períodos de carência mais longos e condições adaptadas à realidade dos estudantes. Em alguns casos, basta o comprovativo de matrícula para avançar com o pedido.
Cuidados antes de contratar um crédito pessoal para estudantes
Contrair crédito é sempre um compromisso. Antes de assinar, avalie se a prestação após a carência é suportável, analise o MTIC (custo total do crédito), confirme prazos e penalizações e veja se há produtos obrigatórios associados.
Compare propostas de várias instituições, use simuladores e não decida apenas pela prestação mensal. O mais barato por mês pode sair mais caro no final do contrato.