Finanças. Fotos: pexels
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Euribor continua a subir em 2026: Até onde pode ir e quais as alternativas?

Doutor Finanças
12 ago., 09:24

A Euribor tem aumentado em todos os prazos, e deve continuar a subir. Saiba como se pode proteger.

Quem tem crédito habitação com taxa variável e revisão da prestação em agosto vai sentir um novo aumento dos encargos a partir de setembro. A Euribor subiu em todos os prazos e está acima do valor registado na última revisão destes contratos.

A expectativa é de que as taxas continuem a aumentar durante mais alguns meses, o que reforça a importância de analisar alternativas que possam ajudar a reduzir os custos do empréstimo.

Euribor continua a subir

No final de julho, a Euribor a três meses fixou-se nos 2,425%, mais 0,85 pontos percentuais do que em junho. Já a Euribor a seis meses fechou nos 2,647% e a taxa a 12 meses nos 2,855%.

Estes valores ficaram acima das expectativas que existiam no final de 2025. Na altura, os mercados antecipavam uma evolução mais moderada das taxas ao longo deste ano.

A aceleração da inflação, impulsionada pelo aumento dos preços da energia após o agravamento do conflito no Médio Oriente, acabou por alterar o cenário e impulsionar novamente as taxas de juro.

Quanto pode subir a prestação?

O impacto depende de vários fatores, como o capital ainda em dívida, o prazo restante do empréstimo, o spread contratado e o indexante utilizado.

Num exemplo de um crédito com 200 mil euros em dívida, prazo de 30 anos e spread de 0,7%, os aumentos podem ser significativos.

Nos contratos indexados à Euribor a três meses, a prestação sobe de 829,82 euros para 856,79 euros, representando mais 26,98 euros por mês.

Já nos contratos com Euribor a seis meses, a mensalidade aumenta de 825,67 euros para 881,07 euros, uma diferença de 55,39 euros.

O agravamento é ainda maior na Euribor a 12 meses. Neste caso, a prestação passa de 819,57 euros para 904,25 euros, o que corresponde a mais 84,68 euros por mês ou 1.016,16 por ano.

Mercados antecipam novas subidas

As previsões atuais apontam para que a tendência de subida não termine nos próximos meses.

Segundo as expectativas dos mercados, no início de 2027 a Euribor a três meses poderá aproximar-se dos 2,79%, enquanto a Euribor a seis meses poderá rondar os 2,96%.

Ao mesmo tempo, vários analistas acreditam que o Banco Central Europeu poderá voltar a aumentar as taxas de juro diretoras já em setembro, numa tentativa de controlar as pressões inflacionistas.

Se esse cenário se confirmar, os indexantes poderão continuar sob pressão e refletir-se em novas atualizações das prestações futuras.

Há alternativas para reduzir a prestação

Neste contexto, é natural procurar alternativas para conter o impacto da subida dos juros.

Uma das hipóteses passa pela renegociação do contrato junto do banco ou pela transferência do crédito habitação para outra instituição que apresente condições mais competitivas.

Uma das alternativas mais procuradas nos últimos anos tem sido a taxa mista. Num cenário de taxa mista de 2,7% durante dois anos, a prestação de um empréstimo com as características do exemplo referido acima ficaria nos 811,20 euros mensais, abaixo dos valores atualmente observados nos contratos com Euribor a três, seis ou 12 meses.

Embora as condições finais dependam sempre da análise de cada banco e do perfil de risco do cliente, comparar propostas e rever o contrato pode traduzir-se numa poupança relevante ao longo dos próximos meses.

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