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Observatório Doutor Finanças revela diferença de sete vezes no preço das casas entre distritos

Disparidades entre distritos do litoral e do interior são patentes no primeiro relatório do Observatório Imobiliário em Portugal do Doutor Finanças

Doutor Finanças
21 jan, 09:00
Dinheiro
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Fonte: freepicl

O primeiro relatório do Observatório Imobiliário em Portugal, desenvolvido pelo Doutor Finanças, revela um retrato marcante das desigualdades regionais no acesso à habitação. Os números mostram que, enquanto Lisboa se destaca como o distrito mais caro para comprar casa (5.776 euros/m²), a Guarda apresenta um valor sete vezes inferior (743 euros/m²), ilustrando o fosso entre o litoral e o interior do país.

De acordo com os dados recolhidos a 1 de janeiro de 2026, Faro (4.776 euros /m²) e a Região Autónoma da Madeira (4.363 euros/m²) completam o pódio dos distritos mais caros. Por outro lado, Bragança (950 euros/m²) e Castelo Branco (987 euros /m²) juntam-se à Guarda como opções mais acessíveis para quem procura comprar casa.

Arrendamento também é mais caro no litoral

No mercado de arrendamento, as diferenças são menos extremas, mas ainda assim notórias. A média nacional ronda os 16,54 euros/m², com Lisboa novamente no topo (20,89 euros /m²), seguida da Madeira (16,15 euros/m²) e Faro (16,07 euros/m²). Vila Real (5,18 euros/m²), Viseu (5,21 euros/m²) e Guarda (6,11 euros/m²) apresentam as rendas mais baixas, confirmando a tendência de preços mais reduzidos no interior.

Um dos destaques do relatório é o Índice de Acessibilidade Habitacional (IAH), que compara o rendimento médio dos casais com a prestação do crédito habitação. Os resultados são reveladores: na Madeira, um casal precisa de alocar 70% do seu rendimento líquido para pagar a prestação de um apartamento T2, enquanto em Portalegre esse esforço desce para apenas 14%. Em média, mais de metade do rendimento dos casais portugueses é consumido pela prestação da casa (53%).

O Observatório surge para colmatar a necessidade de informação fiável e detalhada sobre o mercado residencial português. Através da análise de anúncios online e dados oficiais do INE, o relatório oferece uma visão abrangente dos preços, da oferta e das condições de acessibilidade à habitação, com desagregação por distrito e município, e distinção entre apartamentos e moradias, tanto para venda como para arrendamento.

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