Os homens são quem mais sofre com a ansiedade financeira e quem considera a saúde mental a área mais difícil de manter.
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A forma como os homens e as mulheres em Portugal entendem o bem-estar, gerem e priorizam a saúde física, mental e financeira revela um contraste inesperado. De acordo com um estudo sobre bem-estar financeiro conduzido pela Dynata para a Revolut (junto de mais de 1.000 portugueses), os homens estão sob maior pressão financeira e são os primeiros a abdicar do autocuidado por questões de orçamento. Por sua vez, as mulheres adotam estratégias mais defensivas, protegendo o sono e a alimentação como pilares não negociáveis.
Aliás, os dados revelam 70% dos homens portugueses admitem que já interromperam atividades de bem-estar ou evitaram iniciar novas práticas (como ginásio, terapia ou aplicações de mindfulness) devido ao custo financeiro.
Em contrapartida, as mulheres demonstram maior resiliência na manutenção destas rotinas: 43% das portuguesas afirmam categoricamente que nunca abdicaram, nem adiaram, qualquer atividade de bem-estar por motivos financeiros, comparativamente a apenas 30% dos homens.
Stress financeiro afeta mais o público masculino
Este comportamento reflete-se na saúde mental do universo masculino com os homens portugueses a reportarem dificuldades em manter o equilíbrio emocional. Para 44% dos inquiridos a saúde mental é a área do bem-estar mais difícil de salvaguardar no dia a dia, ultrapassando largamente a saúde física (33%) e a própria saúde financeira (36%).
Além disso, 24% dos homens portugueses confessa pensar em dinheiro de uma forma que lhes causa stress ou ansiedade todos os dias, um valor superior aos 20% registados no público feminino.
Na hora de distribuir o orçamento e o tempo disponível, as mulheres focam-se nos recursos que têm impacto direto na estabilidade biológica e diária: a alimentação (54%) e o descanso/sono (54%).
Embora os homens demonstrem maior apetência para aplicar recursos em categorias de alto impacto financeiro imediato — como investimentos estruturados em alimentação (30% versus. 19% das mulheres) ou a ida ao ginásio —, são também os primeiros a desmoronar estas estruturas perante a volatilidade económica.
Rúben Germano, General Manager da Revolut Portugal, esclarece que “estes dados desmistificam por completo a ideia de que o bem-estar é uma preocupação puramente estética ou acessória”. Na sua opinião, mostram que “o bem-estar mental e físico está intrinsecamente ligado à nossa estabilidade financeira. Ver que mais de 70% dos homens em Portugal sacrificam o desporto ou a saúde mental por entraves orçamentais prova que as ferramentas de gestão financeira pessoal não servem apenas para poupar dinheiro — servem, no fundo, para proteger a nossa qualidade de vida”.
Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders