Bicos de fogão a gás
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Associação Zero considera urgente substituir gás na estabilização do sistema elétrico

Agência Lusa
23 mar., 08:27
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A chamada “flexibilidade limpa” é a capacidade de um sistema elétrico ajustar, de forma rápida e eficiente, a produção e o consumo de energia

A associação ambientalista Zero considera urgente substituir o gás fóssil na estabilização do sistema elétrico português e defende a aposta na chamada “flexibilidade limpa” para reduzir a dependência desse recurso energético.

Recordando o impacto do apagão, que fez subir o recurso às centrais a gás fóssil como garantia de estabilização no sistema elétrico português, a Zero cita, em comunicado divulgado hoje, um estudo europeu sobre “flexibilidade limpa” para assinalar que “é possível ter um sistema elétrico fiável, acessível e totalmente renovável sem depender do gás fóssil”.

A chamada “flexibilidade limpa” é a capacidade de um sistema elétrico ajustar, de forma rápida e eficiente, a produção e o consumo de energia, recorrendo a recursos de baixo ou zero carbono para manter o equilíbrio entre a produção e o consumo, em vez de depender de centrais de ciclo combinado a gás que fazem aumentar as emissões e os preços.

O estudo “Flexibilidade limpa: oportunidades para a Europa”, elaborado no âmbito da campanha Beyond Fossil Fuels, que a Zero integra, conclui que já existem soluções “economicamente viáveis, como o armazenamento de energia, a gestão ativa da procura, redes inteligentes e interligações transfronteiriças”, que “podem poupar até 300 mil milhões de euros por ano ao sistema energético europeu”.

Por isso, defende a Zero, “a ‘flexibilidade limpa’ deve ser uma prioridade estratégica nacional para evitar custos e emissões associadas à operação das atuais centrais a gás fóssil da Tapada do Outeiro, Lares, Ribatejo e Pego”.

Seguir essa opção resultará em “faturas mais baixas para famílias e empresas, menor necessidade de investimento em infraestruturas e melhor aproveitamento da energia renovável produzida”, realça.

Lembrando que, no âmbito da reforma do mercado elétrico europeu, a União Europeia está a exigir que os Estados-membros aumentem significativamente a flexibilidade dos seus sistemas elétricos para acomodar o crescimento de energias renováveis variáveis (solar e eólica), a Zero acredita que Portugal pode liderar em matéria de “flexibilidade limpa”, garantindo a estabilidade elétrica, ao mesmo tempo que reduz os custos de sistema, reforça a competitividade económica e aumenta a autonomia energética.

Os Estados-membros deverão apresentar até ao verão de 2026 os seus primeiros planos nacionais de necessidades de flexibilidade.

 

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