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"Viveu uma vida de serviço." Obituário do homem que matou a mulher, a sogra e os cinco filhos gera indignação

O caso chocou os Estados Unidos e a notícia correu mundo. Agora, uma ativista vem denunciar o obituário que branqueia um caso extremo de violência doméstica

IOL
18 jan, 10:41

O caso chocou os Estados Unidos e a notícia correu mundo. A 4 de janeiro, as autoridades de Enoch City, no Utah, encontraram uma família inteira morta em casa: cinco crianças e três adultos. Mais tarde, a investigação viria a concluir que Michael Haight, de 42 anos, matou a mulher, Tausha, os cinco filhos com idades entre os quatro e os 17 anos, e a sogra, Gail Earl, tendo cometido suicídio de seguida.

Agora, depois de este caso extremo de violência doméstica ter chocado toda a comunidade local, o obituário de Michael veio gerar uma onda de indignação. Como conta a revista People, a denúncia foi feita por Shannon Watts, fundadora da Moms Demand Action, uma associação que luta por medidas de segurança pública para proteger os cidadãos da violência com recurso a armas de fogo.

O obituário, que entretanto deixou de estar acessível online mas que foi tornado público através de capturas de ecrã feitas pela ativista, menciona feitos e realizações do homicida como o “tempo de qualidade com cada um dos filhos” ou as “memórias em família” que criou, sem nunca referir os homicídios.

No texto da Southern Utah Mortuary é referido que Michael e Tausha casaram em 2003 e “receberam” cinco crianças, sublinhando que "cada uma dessas crianças foi um verdadeiro milagre muito querido para ambos".

O mesmo obituário destaca ainda que o homicida "viveu uma vida de serviço", com trabalho regular na igreja e nas atividades escolares dos filhos, treinando as suas “equipas desportivas, participando em festas escolares”, "fazendo trabalhos de bricolage” e muito mais.

O obituário aborda ainda a juventude de Michael, os seus estudos e a carreira numa seguradora. "Recentemente, vendeu a sua empresa para ganhar mais flexibilidade, para passar mais tempo com sua família", pode ainda ler-se.

Como recorda o site da revista People, duas semanas antes da tragédia, Tausha pediu o divórcio, mas o autarca de Enoch, Geoffrey Chesnut, já veio dizer que é muito cedo para os investigadores determinarem que tenha sido esta a motivação do crime.

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