Caminhar continua a ser uma das atividades físicas mais recomendadas para manter o corpo ativo, mas há um detalhe importante que muitos ignoram: mesmo as caminhadas com inclinação podem não ser suficientes para preservar a força muscular depois dos 50 anos.
De acordo com o site Telva, o treinador Álvaro Puche, especialista em treino de força para adultos mais velhos, explica que este tipo de exercício traz benefícios, mas deve ser complementado com trabalho muscular específico.
Segundo o especialista, caminhar com inclinação ativa mais os músculos da parte posterior das pernas, como glúteos, gémeos e isquiotibiais, além de aumentar o gasto calórico sem provocar tanto impacto nas articulações como a corrida.
“Com inclinação, conseguimos aumentar a intensidade sem gerar mais stress nas articulações”, explica o treinador.
Para além disso, este tipo de caminhada pode ser uma boa opção para quem procura melhorar a resistência física ou tornar o exercício mais desafiante sem recorrer a treinos de alto impacto.
Apesar dos benefícios, o especialista sublinha que este hábito, por si só, não impede a perda de massa muscular associada ao envelhecimento.
“Sem um trabalho específico de força, a perda de força, função e massa muscular acaba por acontecer inevitavelmente, sobretudo depois dos 50 ou 60 anos”, alerta Álvaro Puche.
O especialista recorda que a força muscular é essencial para manter a autonomia ao longo dos anos, ajudando em tarefas simples do dia a dia, como subir escadas, levantar-se de uma cadeira ou manter o equilíbrio.
A recomendação passa por combinar as caminhadas com treino de força pelo menos duas vezes por semana. Não precisam de ser sessões longas, mas devem incluir exercícios focados sobretudo nas pernas e glúteos.
Agachamentos, lunges, elevações de gémeos ou ponte de glúteos são alguns dos exercícios apontados pelo treinador como fundamentais para preservar a funcionalidade e a mobilidade.