Facebook Instagram

Gerir pessoas é o maior desafio para as empresas, diz estudo

A dificuldade de incutir uma cultura organizacional e de atrair e reter profissionais qualificados nos seus quadros são os grandes desafios apontados pelas organizações, conclui estudo da QSP – Marketing Management & Research.

Link To Leaders
15 jun, 09:56
Escritório
Escritório
Foto: Fauxels, Pexels

Quais são os principais desafios para o futuro empresarial? Como é que as organizações se estão a adaptar? E como é que os colaboradores sentem estas mudanças nas empresas onde trabalham? A QSP – Marketing Management & Research procurou responder a estas e outras questões, através de um estudo realizado no âmbito do lançamento de mais uma edição do QSP SUMMIT, junto de profissionais do tecido empresarial, sobretudo quadros médios e superiores, que partilham a sua visão sobre as mudanças e desafios inerentes ao mundo empresarial.

 

Outros artigos:

Rauva procura talentos para reforçar a equipa até final de junho

Cisco lança fundo de mil milhões para investir em start-ups de IA

Antiga fábrica de moagem em Odemira dá lugar a incubadora de empresas

Está a gastar mais dinheiro em compras online? A culpa pode ser do trabalho à distância.

 

Para a grande maioria dos gestores, as pessoas assumem-se como o principal desafio de gestão quer pela dificuldade de incutir uma cultura organizacional e pelo engagement dos colaboradores (apontada 60% dos inquiridos), quer pela dificuldade de atrair e reter profissionais qualificados nos seus quadros (53,3%). 77% dos profissionais consideram os modelos de educação e formação atuais desajustados face às necessidades das organizações. Apenas 14,1% consideram ajustados, com os restantes 8,9% a não saberem.

A agilidade na adaptação às mudanças do mercado surge como o terceiro maior desafio atual da gestão (52,6%) para os inquiridos do estudo.

Quando questionados sobre as características consideradas mais importantes na gestão das organizações, os profissionais inquiridos destacam o reconhecimento e valorização dos colaboradores (63,7%), a comunicação aberta e transparente (52,6%), a liderança inspiradora (50,4%) e a agilidade organizacional (35,6%).

Embora assumam a valorização dos colaboradores como um fator importante na gestão, os inquiridos dão pouca relevância à inclusão, diversidade e equidade dentro das organizações. Esta é vista como a característica mais importante na gestão das organizações por apenas 11,9% dos profissionais, sendo pouco ou nada promovida por 20,8% dos inquiridos do estudo realizado pela QSP.

Também a responsabilidade social e a sustentabilidade merecem pouco destaque pelos gestores. É destacada por apenas 20%, mas também há 23,7% que referem não ser promovida internamente nas organizações onde trabalham. Nos casos em que efetivamente há uma promoção, ainda que moderada, da sustentabilidade e responsabilidade social (76,3%), as iniciativas mais referidas como prioritárias em termos de responsabilidade social corporativa são a ética nos negócios (59,2%), a transparência (49,5%), a redução do impacto ambiental (48,5%) e a promoção da diversidade e inclusão (39,8%).

O estudo realizado pela QSP revela ainda que 97,8% dos profissionais consideram a inovação essencial para o sucesso das organizações e 85,2% defendem que a tecnologia está a impactar positivamente a forma como as organizações operam. Nos próximos anos, espera-se que a inteligência artificial (AI) seja a tecnologia com maior impacto na gestão organizacional segundo 83% dos inquiridos. E, embora 18,8% não discriminem, espera-se que tanto a inteligência artificial generativa (57,1%), como a preditiva (50,9%) venham a ter um impacto significativo.

Há também 63% que acreditam que a Big Data e a análise de dados venha a ser a tecnologia com mais impacto no futuro a curto/médio prazo e 40,7% que apontam a automação. Outras tecnologias, como a Internet of Things (21,5%), a blockchain (14,1%), a realidade aumentada e virtual (9,6%) e o metaverso (8,9%) também são referidas.

No entanto, nem todas as empresas parecem estar preparadas para a mudança. 16,3% dos profissionais indicam que a sua organização tem uma capacidade baixa, ou até muito baixa, de adaptação à mudança e 43% veem a sua organização com uma capacidade moderada. No prisma oposto, 40,7% acreditam que a sua organização tem uma capacidade de adaptação à mudança elevada ou até muito elevada.

 

Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders

RELACIONADOS
Mais Lidas