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A tecnologia toma conta de cada vez mais setores de atividade e está a avançar a passos largos para a indústria hoteleira. O mais recente exemplo de aplicação de automação em hotéis vem da China, concretamente com um empreendimento construído na ilha artificial a oeste da ligação Shenzhen–Zhongshan. Os responsáveis pelo projeto, uma parceria entre a fabricante de robôs Pudu Robotics e uma empresa local do setor cultural e turístico, anunciaram a criação de um hotel totalmente operado por robôs, sem funcionários humanos nas atividades de atendimento aos hóspedes.
O objetivo é substituir as funções tradicionais da operação hoteleira por máquinas, e por isso, os robôs deverão ser distribuídos pela receção, transporte de bagagens, check-in, serviço de quarto, entrega de refeições, limpeza, inspeções de segurança e até no acompanhamento dos hóspedes durante a estadia. Prevê-se que o atendimento funcione 24 horas por dia, sete dias por semana.
Ainda que baseada num empreendimento hoteleiro, que procura inovar na experiência proporcionada aos clientes, a adoção dos robôs faz parte de uma estratégia mais ampla da região de Shenzhen para fazer da sua forte indústria robótica uma atração turística. Refira-se que esta região da China tem vindo a consolidar-se como um dos principais polos globais de fabrico e exportação de robôs.
De janeiro a abril deste ano, de acordo com os dados conhecidos publicamente, a cidade exportou cerca de 596 milhões de dólares em equipamentos robóticos, o equivalente a 25,5% de todas as exportações chinesas deste segmento.
Este hotel automatizado, que deverá receber os primeiros visitantes no início de 2027, é mais uma das formas de transformar a cidade num complexo temático de tecnologia com hotéis e áreas de lazer.
Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders