Portugal volta a destacar-se internacionalmente, desta vez, como o melhor país do mundo para se viver a reforma. A conclusão é do canal norte-americano CNBC, que cita o mais recente Global Retirement Report 2025, publicado pela Global Citizen Solutions, onde Portugal surge no topo da lista dos destinos mais atrativos para quem deseja aproveitar a aposentação no estrangeiro.
O relatório avaliou 44 programas de rendimentos passivos e vistos de residência para reformados, com base em 20 indicadores agrupados em seis categorias: procedimentos, cidadania e mobilidade, economia, otimização fiscal, qualidade de vida e segurança e integração. No final, cada país recebeu uma pontuação de 0 a 100, e Portugal conquistou 92,61 pontos, o valor mais alto entre os países europeus.
A CNBC explica que o sucesso português não é obra do acaso. Segundo a Dra. Laura Madrid Sartoretto, investigadora principal da Global Intelligence Unit da GCS, “Portugal começou a investir, há cerca de dez anos, em atrair investidores, reformados e nómadas digitais. Hoje é um país que se destaca pela qualidade de vida e pela segurança.”
A especialista acrescenta ainda: “Portugal é o país mais seguro da Europa, segundo o World Peace Index, e é atualmente um dos destinos mais procurados para a reforma.”
De acordo com o relatório citado pela CNBC, o visto D7 é uma das grandes razões que explicam a popularidade do país entre estrangeiros. Este visto permite que cidadãos de fora da União Europeia, com rendimentos passivos estáveis, como pensões ou rendas, possam residir legalmente em Portugal. O rendimento mínimo exigido é de 870 euros por mês, e após cinco anos de residência, é possível requerer cidadania ou residência permanente.
O artigo também destaca o sistema fiscal português, considerado favorável para quem se muda do estrangeiro. Portugal não cobra impostos sobre heranças ou património entre familiares diretos e oferece incentivos fiscais a novos residentes.
Além disso, o país continua a beneficiar do seu conhecido Visto Gold, um programa de investimento que já gerou mais de 7,2 mil milhões de dólares desde 2012, segundo a Forbes.
Como conclui a CNBC, “não é coincidência que cada vez mais reformados escolham Portugal, é um país que oferece tudo o que se procura para viver bem.”