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Lisboa vai separar o lixo com ajuda de Inteligência Artificial

A tecnologia vai ser usada no Centro de Triagem do Lumiar. O robô identifica visualmente os objetos e deteta os materiais a selecionar.

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13 jun, 08:00
Robô para reciclagem
Robô para reciclagem

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O Centro de Triagem do Lumiar vai passar a contar com a tecnologia de triagem digital automatizada da Recycleye, uma empresa de engenharia ambiental londrina. O investimento anunciado pela Valorsul vai permitir um aumento do volume de embalagens de cartão para bebidas triadas e enviadas para reciclagem.

A solução apresentada utiliza “visão computacional e robótica para detetar e separar automaticamente os resíduos”, neste caso embalagens de cartão para bebidas. O projeto é cofinanciado pela Sociedade Ponto Verde, através do seu programa de inovação aberta Re_source, juntamente com a Tetra Pak. O objetivo é assegurar que mais resíduos de embalagens da zona de Lisboa são reciclados.

A tecnologia já foi implementada com sucesso em instalações de triagem em todo o Reino Unido, bem como noutras cidades europeias. Com recurso a uma base de dados única de imagens de resíduos e a inteligência artificial, o robô é capaz de detetar com precisão os materiais a triar, ao identificar visualmente os objetos, incluindo os que são feitos com várias camadas, como as embalagens de cartão para bebidas.

“Anteriormente, a deteção automática de embalagens de cartão para bebidas era um desafio para a tecnologia de triagem tradicional, o que levava a que menos artigos fossem triados para reciclagem”, diz comunicado. À medida que os artigos passam ao longo do tapete de triagem, o sistema Recycleye Vision analisa e regista os dados de cada objeto detetado, fornecendo uma análise quase em tempo real sobre a composição dos materiais e pode funcionar 24 horas por dia e sete dias por semana.

“Estamos orgulhosos por investir no primeiro robô de triagem de resíduos com IA a ser instalado em Portugal”, afirma António Afonso, da Valorsul, acrescentando que “esta inovação permitir-nos-á, não só separar mais material para reciclagem, apoiando os objetivos ambientais de Lisboa, mas também compreender as oportunidades mais amplas que a triagem robótica oferece noutras áreas do nosso negócio”.

Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders

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