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Investigadores | Foto: freepik

Investidores nacionais preferem ativos de menor risco mas seguros, revela estudo

Doutor Finanças
17 mai. 2025, 09:00
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Para os investidores nacionais, mais vale ganhar menos de forma segura do que arriscar em potenciais retornos mais altos, revela o Barómetro Doutor Finanças de Hábitos Financeiros. Depósitos a prazo e certificados de aforro são os destaques

A maioria dos portugueses prefere retornos mais baixos, mas seguros, do que um perfil de risco mais elevado. A segurança é, assim, o primeiro critério das famílias, antecedendo mesmo a rentabilidade.

Entre os inquiridos pela Universidade Católica para o primeiro Barómetro Doutor Finanças de Hábitos Financeiros, 42% apontam o nível de segurança dos ativos como principal razão para investir. A rentabilidade ocupa o segundo lugar, mas muito longe do primeiro motivo (22%).

Ao contrário de outras características do investidor português, a diferença entre sexos não mexe diretamente com as razões de escolha dos ativos, já que não existem grandes disparidades estatísticas.

O investidor conservador é aquele que não quer, de maneira nenhuma, perder dinheiro. Procura produtos com a garantia do capital investido, com prazos de vencimento mais curtos que, por norma, estão associados a uma menor rendibilidade. Este investidor pode até nem ganhar nada, desde que o dinheiro que aplicou esteja seguro.

Quanto maior a tolerância ao risco (e menor necessidade de segurança) o perfil pode tornar-se moderado ou até agressivo.

Depósitos a prazo e certificados de aforro lideram

Este perfil mais conservador reflete-se nos ativos escolhidos pelos investidores nacionais. Ao todo, apenas 52% dos inquiridos investem ou já investiram, sendo que 29% aplicam o seu dinheiro em depósitos a prazo.  Aliás, entre os que dizem investir num só produto, 17% acabam por optar por este tipo de instrumento de poupança.

Os certificados de aforro são o segundo produto mais procurado (15%), seguido das ações (10%), de outros produtos, como imobiliário (11%), e do investimento em fundos (9%). Da amostra, 4% aplicam o seu dinheiro em criptoativos.

O Barómetro Doutor Finanças dá ainda conta de que quando precisam de ajuda para investir, os portugueses preferem o auxílio de um familiar ou amigo (13% da amostra inquirida pela Católica) a um gestor financeiro (10%).

A banca tradicional é a que ganha mais destaque, já que 19% dos respondentes dizem que preferem a colaboração deste tipo de instituições. Estas entidades têm ainda um papel dominante na intermediação financeira, com 48% dos inquiridos a recorrer, de forma exclusiva, aos bancos para investir.

Ainda assim, a maioria prefere investir sem ajuda, tendo 49% dos inquiridos dito que aplica o seu dinheiro em produtos financeiros, de forma independente. Os homens (28%) são o que mais preferem investir sozinhos.

 

 

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