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Saiba como otimizar o IRS ao longo do ano: siga estes 6 conselhos

Doutor Finanças
5 jul., 11:00
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Saiba como otimizar o IRS ao longo do ano, aproveitar as deduções disponíveis e evitar erros que podem reduzir o reembolso ou aumentar o imposto

Otimizar o IRS não é uma tarefa reservada ao momento de entregar a declaração. As decisões tomadas ao longo do ano podem reduzir o imposto apurado e evitar a perda de deduções importantes.

Para conseguir um resultado mais favorável, é preciso acompanhar as despesas, conhecer os limites aplicáveis e confirmar todos os dados antes de submeter o IRS. Conheça seis passos que podem fazer a diferença.

1 - Peça fatura com NIF e valide as despesas

Peça fatura com NIF nas despesas elegíveis e acompanhe regularmente o e-Fatura. Verifique os documentos pendentes, corrija as categorias e associe receitas médicas às despesas de saúde sujeitas a IVA de 23%.

Sem estes cuidados, algumas despesas podem não ser consideradas ou ficar numa categoria que oferece uma dedução inferior.

2 – Acompanhe os limites de cada dedução

Nem todas as despesas produzem o mesmo benefício fiscal. Cada categoria tem uma percentagem e um limite próprios.

Por exemplo, as despesas gerais familiares permitem deduzir 35% dos encargos, até 250 euros por sujeito passivo. Na saúde, a dedução é de 15%, até 1.000 euros por agregado. Já na educação, pode deduzir 30%, até 800 euros, ou 1.100 euros em algumas situações com estudantes deslocados.

Conhecer estes limites ajuda a perceber quais as deduções já esgotadas e onde ainda existe margem.

3 – Calcule o impacto do teto global

Mesmo que atinja os limites individuais de várias categorias, pode não conseguir aproveitar todas as deduções. Isto acontece porque as despesas de saúde, educação, rendas, lares, PPR e exigência de fatura estão sujeitas a um teto global.

Com um rendimento coletável até 8.342 euros, não existe este limite. Entre 8.342 e 80.000 euros, o teto varia entre 2.500 e 1.000 euros. Quanto maior for o rendimento, menor será o montante máximo que pode deduzir.

Por exemplo, para um rendimento coletável de 40.000 euros, o limite global ronda os 1.837 euros. Acima dos 80.000 euros, fica fixado em 1.000 euros por agregado familiar.

Nos agregados com três ou mais dependentes, o limite é majorado em 5% por cada dependente. As despesas gerais familiares e as deduções por dependentes e ascendentes ficam fora deste teto.

4 - Avalie o benefício fiscal do PPR

Os PPR permitem deduzir 20% do valor investido. O benefício máximo é de 400 euros até aos 35 anos, 350 euros entre os 35 e os 50 anos e 300 euros para quem tem mais de 50 anos. Contudo, ao declarar o PPR no IRS e usufruir deste benefício fiscal, saiba que um resgate fora das condições legais, obriga a devolução do benefício, acrescido de penalizações.

Para perceber se compensa declarar um PPR no IRS, confirme se ainda existe margem no teto global.

5 - Confirme as deduções apuradas

Consulte no Portal das Finanças os valores considerados pela Autoridade Tributária. Verifique se existem despesas em falta, categorias incorretas ou benefícios fiscais que não foram contabilizados.

As despesas de saúde, educação, imóveis e lares podem ser corrigidas no Anexo H. Porém, terá de declarar todos os encargos dessa categoria e guardar os respetivos comprovativos.

6 - Simule antes de entregar

Os casais e unidos de facto devem comparar a tributação conjunta com a separada. A opção mais vantajosa depende dos rendimentos, das retenções, dos dependentes e das deduções de cada elemento.

Confirme ainda o agregado familiar, o IBAN, os benefícios fiscais e os restantes dados pré-preenchidos. Otimizar o IRS passa, sobretudo, por evitar que uma fatura esquecida ou uma escolha precipitada retire valor ao resultado final.

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