O jejum intermitente tornou-se popular como estratégia para perda de peso, mas também oferece benefícios para a saúde. Segundo o farmacêutico e nutricionista Javier Fernández Ligero, a duração do jejum é determinante para que o organismo entre no processo de autofagia, um mecanismo natural em que as células reciclam componentes danificados ou envelhecidos, ajudando a regenerar tecidos e a reduzir inflamações.
Em declarações à revista espanhola Men's Health, o especialista explica que a partir das 12 horas de jejum o corpo começa a esgotar o glicogénio, a principal reserva de energia, preparando-se para iniciar a limpeza celular. Entre 14 e 16 horas, a autofagia começa de forma mais significativa, ajudando o organismo a regenerar tecidos e equilibrar inflamações.
O nutricionista recomenda que todos os dias se cumpram pelo menos 12 horas de jejum e que, nos dias menos ativos, se prolongue para 16 horas. Para além disso, sugere que uma vez por mês se faça um jejum de 18 horas, preferencialmente após uma refeição mais pesada, para maximizar os efeitos no organismo.
Em casos de inflamação mais severa, o especialista indica que jejuar 24 horas a cada três ou quatro meses pode ajudar a reforçar o processo de autofagia.