Muitos fazem jejum intermitente como uma das tendências de lifestyle e bem-estar mais populares nas redes sociais, associando esta prática a maior energia, melhor gestão do apetite e uma rotina alimentar mais disciplinada.
Foi neste contexto que o criador de conteúdos Maks, conhecido nas redes sociais como @maks.motivator, partilhou uma publicação onde descreve a sua experiência pessoal com este método, incluindo horários, adaptação inicial e mudanças sentidas ao longo do tempo.
Na publicação, o criador explica que adotou um modelo de jejum intermitente com uma janela alimentar reduzida, realizando cerca de 18 horas de jejum e concentrando a alimentação numa janela de aproximadamente 6 horas diárias. Segundo o próprio, os primeiros dias foram particularmente exigentes, sobretudo devido à quebra de hábitos noturnos.
“Vou ser honesto, as primeiras duas semanas foram brutais”, escreveu, acrescentando que a adaptação foi marcada por dificuldades em lidar com rotinas antigas. “Deitava-me na cama às 22h a pensar em comida. Não porque estivesse com fome. Mas porque o meu corpo tinha passado décadas a esperar um jantar tardio”, relatou.
Com o passar das semanas, afirma ter começado a sentir mudanças significativas no bem-estar geral, especialmente ao nível do sono e da energia diária. “Na terceira semana, comecei a dormir mais profundamente do que em anos. Na sexta semana, acordei sem despertador pela primeira vez de que me lembro. Ao terceiro mês, a minha energia antes do meio-dia era diferente. Mais limpa. Mais estável”, partilhou.
O criador sublinha ainda que a principal alteração não esteve na alimentação em si, mas na gestão dos horários. “Não mudei o que comia. Mudei quando comia”, resumiu.
Na publicação, refere também a adoção de uma rotina alimentar com última refeição mais cedo, seguida de um longo período de jejum durante a noite e manhã, concentrando a ingestão alimentar numa janela diária reduzida.
Maks associa ainda a sua experiência a hábitos observados em regiões frequentemente ligadas a estudos de longevidade, como Sardenha, Okinawa e Icaria, referindo que “todos os homens que encontrei a viajar pela Sardenha, Okinawa e Icária deixavam de comer cedo”.
Numa abordagem mais opinativa, deixa ainda um alerta sobre hábitos alimentares noturnos: “O snack tardio da noite. O jantar às 21h. A sobremesa antes de dormir. Isso não é um estilo de vida. É um dano lento”, escreveu.
A publicação termina com um apelo à experimentação da prática durante um período de 30 dias, com o criador a afirmar: “Experimente durante 30 dias. O seu corpo vai dizer-lhe tudo”.