Crédito Habitação | Contrato |Seguros Foto: Pexels
Crédito Habitação | Contrato |Seguros Foto: Pexels

Tenho ou vou fazer um crédito: o que vai mudar e o que esperar dos juros em 2025?

Doutor Finanças
24 dez. 2024, 12:00
Mais 6 sugestões

O ano de 2024 terminou com o BCE a cortar os juros pela quarta vez em seis meses. A expectativa é de que caminho continue em 2025

O ano de 2024 terminou com o BCE a cortar os juros pela quarta vez em seis meses. A expectativa é de que caminho continue em 2025. Entre outras coisas, a evolução das taxas de juro é essencial para perceber o que vai acontecer à prestação de quem tem crédito habitação. Quando o Banco Central Europeu (BCE) mexe nas taxas diretoras, o mais normal é a Euribor seguir o mesmo caminho.

Depois das subidas que começaram em 2022, o BCE já cortou os juros por quatro vezes em 2024, terminando o ano nos 3%.

E para 2025, o que podemos esperar? É expectável que haja mais cortes?

Quais são as expectativas para 2025?

Chegados ao final do ano, é altura de começar a olhar para 2025. E, nesta altura, o cenário parece mais otimista do que aquele que se antevia a meio de 2024. Com quatro reuniões agendadas até junho (janeiro, março, abril e junho), acredita-se que o BCE pode continuar o caminho de cortes em todas elas.

Neste momento, não é irrealista pensar que podemos chegar a meio de 2025 com a taxa diretora nos 2% ou lá perto.

E como, regra geral, a evolução da Euribor antecipa as decisões do BCE, também aqui há perspetivas de alívio (uma boa notícia para quem tem contratos de crédito habitação indexados a esta taxa). A Euribor a seis meses vai fechar o ano a rondar os 2,6% e os futuros apontam para que a meio de 2025 esteja nos 1,96% e ao final do ano nos 1,85%.

Já nos swaps das taxas de juro - que servem de referência para as operações de taxas fixas - vemos que a taxa a dois anos está a negociar na casa dos 2,2%.

Apesar de todas estas previsões, é preciso ter sempre presente que a realidade pode mudar devido a desenvolvimentos económicos ou a anúncios do BCE (sejam eles bons ou maus). Além disso, os eventos políticos também têm potencial impacto (Donald Trump vai voltar à Casa Branca e a França e a Alemanha atravessam alguma instabilidade política).

Tenho ou vou fazer um crédito: O que vai mudar?

Quando o BCE mexe nas taxas diretoras, a Euribor mexe e, consequentemente, as prestações de créditos indexados a esta taxa também mexem. Se for o seu caso, pode esperar um alívio da prestação.

Por outro lado, se vai fazer um crédito e quer fixar a taxa, também pode esperar condições melhores do que aquelas que conseguiria negociar há uns meses.

Por fim, se já tem um contrato a taxa fixa a correr, não espere mudanças. Ou até pode esperar... se fizer por isso. Basta falar com o seu banco para renegociar o contrato ou procurar soluções noutras instituições e transferir o crédito.

Ainda assim, pode estar na dúvida sobre se é melhor escolher taxa variável ou fixar a prestação, sobretudo quando se esperam novas descidas da Euribor. Para ajudar, trazemos dois exemplos.

Fomos ver o que os bancos portugueses estão a oferecer nas taxas fixas a dois anos praticadas nos contratos a taxa mista. Assim, vamos usar uma TAN de 2,8% para um empréstimo de 200 mil euros a 30 anos. Neste caso, a prestação é de 821,79 euros.

Já com taxa variável de 2,6% e spread de 0,75% a prestação é de 881,43 euros. Isto, claro, na fase inicial do contrato. E mais à frente, o que pode acontecer?

  • Mantendo a taxa fixa por dois anos, a TAN será de 2,8%;
  • Os futuros da Euribor apontam para uma taxa a seis meses de 1,85% no final de 2025. Com um spread de 0,75%, ficamos com uma TAN de 2,6%.
Navegue sem anúncios em todos os nossos sites e receba benefícios exclusivos!
TORNE-SE PREMIUM
RELACIONADOS