Lavar roupa
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Lavar roupa na máquina: maioria dos portugueses opta pelo ciclo padrão e ignora vantagens do ciclo curto

Andreia Vital
22 jan. 2025, 13:52

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Em termos de sustentabilidade ambiental, 59% dos portugueses afirmam sentir-se frequentemente culpados pelo impacto da lavagem da roupa no meio ambiente

De acordo com o estudo The Truth about Laundry 2024, conduzido pela marca AEG, 95% dos portugueses considera que a forma como a roupa é lavada tem impacto na durabilidade das peças. No entanto, o estudo revela também que a maioria dos inquiridos não segue as instruções presentes nas etiquetas de conservação das roupas, e que quase todos já enfrentaram problemas com o desgaste das peças durante a lavagem.

O estudo, realizado com cerca de 14.000 pessoas em 14 países europeus, mostra que 76% dos portugueses considera que as roupas se gastam demasiado depressa e 72% afirma que o desgaste das peças é uma das três principais razões para deixar de usar ou desperdiçar vestuário. Embora 90% se declare preocupado em cuidar bem das suas roupas, 49% assume que apenas às vezes ou raramente segue as instruções de lavagem nas etiquetas e 54% raramente consulta o manual de instruções da máquina de lavar roupa.

Maioria dos portugueses já estragou roupa na lavagem

Os dados revelam que 45% dos inquiridos já encolheram peças de roupa na máquina de lavar, 87% testemunharam o desbotamento de cores e 52% já viram as suas roupas saírem deformadas. A grande maioria (49%) identificou que a temperatura da lavagem é a principal causa desses danos. No entanto, um dado positivo do estudo é que 69% acredita que lavar a roupa a temperaturas mais baixas ajuda a prolongar a durabilidade das peças.

Maioria ignora vantagens de um ciclo mais curto

Relativamente à lavagem de tecidos mais sensíveis, como a lã e a seda, 79% dos portugueses confiam na sua máquina de lavar roupa para limpar esses materiais delicados. No entanto, quando se trata da escolha de programas de lavagem, 55% dos inquiridos opta pelo ciclo padrão, sem considerar as vantagens de um ciclo mais curto e a temperaturas mais baixas.

O estudo também conclui que, quando se trata de poupança de energia e aumento da durabilidade das roupas, 66% dos inquiridos concorda que um ciclo de lavagem mais curto, a uma temperatura mais baixa (30°C), pode ser tão eficaz quanto um ciclo mais longo e a temperaturas mais altas (40°C). De acordo com os resultados do estudo, lavar a roupa a 30°C pode fazer com que as peças durem até 50% mais tempo. Esta é uma descoberta importante, uma vez que 58% dos portugueses estão dispostos a lavar a sua roupa a temperaturas mais baixas e com mais frequência.

Portugueses afirmam sentir-se frequentemente culpados

Em termos de sustentabilidade ambiental, 59% dos portugueses afirmam sentir-se frequentemente culpados pelo impacto da lavagem da roupa no meio ambiente, e 87% indicam que têm feito esforços para reduzir o consumo de energia em casa. A crise energética atual tem levado 84% dos inquiridos a refletir mais sobre o uso de energia com os eletrodomésticos.

Em relação à compra de novos eletrodomésticos, a eficiência energética continua a ser o principal fator influenciador da escolha (66%), seguido pelo custo (65%) e pelo desempenho, nomeadamente as opções ecológicas (30%).

Este estudo destaca, assim, a importância de seguir as instruções de lavagem, de optar por programas de lavagem mais curtos e a temperaturas mais baixas, e de refletir sobre o impacto ambiental e a durabilidade das roupas. Um simples ajuste na forma como se lava a roupa pode fazer a diferença, prolongando a vida útil das peças e ajudando o planeta.

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