Quarto Foto Devon Janse Van Rensburg, Unsplash
Quarto Foto Devon Janse Van Rensburg, Unsplash

O segredo das pessoas que têm sempre a casa limpa (e trabalham o dia inteiro)

IOL
27 ago., 16:04
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Será que estas pessoas passam horas a limpar? Provavelmente, não

Há casas que parecem ter uma espécie de magia: são famílias que saem de manhã para trabalhar, regressam ao fim do dia e, ainda assim, tudo parece estar no lugar. Não há loiça acumulada, as superfícies estão limpas, a casa de banho não parece precisar de uma intervenção urgente e até o chão dá a sensação de ter acabado de ser aspirado.

Será que estas pessoas passam horas a limpar? Provavelmente, não.

Uma das diferenças está na forma como encaram a limpeza. Em vez de deixarem tudo acumular para depois dedicarem uma manhã inteira à casa, fazem pequenas tarefas de forma sistemática e frequente. Ou seja, estão sempre a fazer pequenas coisas.

É precisamente esta ideia que está na base do guia de limpeza rápida e eficiente do American Cleaning Institute (ACI). A organização defende que limpar rapidamente depende sobretudo de ter um plano e seguir sempre uma determinada ordem.

O truque não é limpar mais: é limpar por ordem

Um dos princípios mais simples sugeridos pelos especialistas do instituto é trabalhar de cima para baixo.

A lógica é fácil: se limpar primeiro as superfícies e só depois aspirar ou varrer o chão, evita que o pó e a sujidade caiam novamente para zonas que já tinha acabado de limpar.

A organização também conta. Em vez de andar de um lado para o outro sem saber exactamente o que fazer, a recomendação é começar por um canto da divisão e avançar sistematicamente pelo espaço.

Primeiro passo: arrumar antes de limpar

Antes de pegar no pano ou no aspirador, há uma tarefa que pode fazer uma diferença enorme: tirar as coisas do caminho.

O instituto recomenda começar por apanhar e organizar os objectos, trabalhando de um canto para o outro. Não é necessário guardar tudo imediatamente no sítio definitivo: pode simplesmente agrupar as coisas de acordo com o local para onde vão.

Na cozinha, por exemplo, a loiça suja pode ir directamente para a máquina de lavar loiça. No quarto e na casa de banho, pode aproveitar para recolher lençóis e toalhas que precisam de ir para lavar.

É uma espécie de preparação da casa para a limpeza.

E tem outro efeito importante: só de retirar a desarrumação das superfícies, a divisão já começa a parecer muito mais limpa.

A regra que evita limpar duas vezes

Depois de arrumar, chega a altura de limpar — mas também aqui existe uma ordem que poupa tempo. Primeiro o que está em cima, depois o que está em baixo.

Por exemplo, se vai limpar o pó de uma cómoda, mesa ou prateleira, faça isso antes de aspirar. Assim, qualquer pó que caia para o chão será removido no passo seguinte.

Nos pavimentos, a recomendação é começar no canto mais afastado e avançar em direcção à porta.

É uma estratégia simples: em vez de voltar atrás, cada movimento aproxima-o do fim.

Dê prioridade à cozinha e à casa de banho

Se o tempo é curto, não vale a pena tentar dar exactamente a mesma atenção a todas as divisões. Os especialistas destacam a cozinha e a casa de banho como espaços prioritários, precisamente porque tendem a exigir mais tempo e atenção.

Uma boa estratégia é aplicar primeiro os produtos que precisam de alguns minutos para actuar. Enquanto, por exemplo, o produto da sanita está a trabalhar, pode avançar para outra tarefa.

Depois, siga novamente a lógica de cima para baixo.

Na cozinha, não se esqueça dos electrodomésticos e das superfícies que acumulam mais sujidade. E, quando o pavimento for delicado ou susceptível a riscos, como alguns tipos de madeira ou azulejo, o ACI recomenda começar por varrer antes de passar a esfregona.

Nem tudo precisa de ser desinfectado

Limpar e desinfectar não são exactamente a mesma coisa. Depois de as superfícies estarem limpas, pode fazer sentido desinfectar determinadas zonas, sobretudo aquelas que são tocadas frequentemente.

O instituto aponta como exemplos maçanetas, interruptores, mesas, bancadas, secretárias, corrimãos e torneiras.

E é aqui que entra o verdadeiro segredo

Talvez a parte mais interessante do guia do American Cleaning Institute seja a última: a prática torna a limpeza mais rápida.

Quanto mais vezes repetir a mesma rotina, menos tempo tende a demorar.

Mas há outro benefício: limpar com frequência significa que a sujidade tem menos oportunidade de se acumular. E isso reduz a necessidade de fazer aquelas grandes limpezas de emergência em que parece ser preciso recuperar a casa inteira num único dia.

É, no fundo, uma mudança de estratégia. Em vez de pensar: “Quando tiver tempo, limpo a casa toda”, a ideia passa a ser: “Todos os dias faço um pouco, seguindo sempre a mesma ordem.”

Uma rotina de poucos minutos pode mudar o aspecto da casa

Para quem trabalha fora de casa, o objectivo não precisa de ser ter uma casa impecável todos os dias.

Pode ser simplesmente evitar que a desarrumação e a sujidade se acumulem.

Uma rotina prática pode seguir esta sequência:

  • Arrumar o que está fora do lugar.

  • Recolher a loiça, o lixo e a roupa para lavar.

  • Limpar as superfícies de cima para baixo.

  • Dar prioridade à cozinha e à casa de banho.

  • Limpar ou desinfectar as superfícies que são tocadas com frequência, quando necessário.

  • Varrer ou aspirar e, no final, tratar do chão.

Não é preciso transformar isto numa sessão de limpeza de duas horas. A vantagem está precisamente em repetir a sequência regularmente.

No final, aquela casa que parece estar sempre limpa pode não ter ninguém a passar horas a limpá-la. Pode simplesmente ter alguém que não deixa a sujidade chegar ao ponto de dar muito trabalho.

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