Manuel Luís Goucha recorda primeiro emprego: "Fui despedido passados oito meses"
Manuel Luís Goucha recordou o seu primeiro emprego numa livraria, revelou por que motivo foi despedido e deixou uma mensagem de incentivo para quem procura trabalho pela primeira vez
Antes de se tornar um dos rostos mais reconhecidos da televisão portuguesa, Manuel Luís Goucha teve um primeiro emprego bem diferente. O apresentador recordou que trabalhou na antiga Livraria Portugal, na Rua do Carmo, em Lisboa, uma experiência que, apesar de curta, deixou uma marca profunda.
"O meu primeiro emprego foi na Livraria Portugal, que já não existe, na Rua do Carmo. Fui despedido passados oito meses porque não vendia e só lia livros", revelou, entre risos.
Apesar do desfecho, Goucha guarda boas memórias desse período, sobretudo pelo contacto diário com os livros, uma paixão que o acompanha desde cedo. "Foi um belo emprego. Mas acho que me marcou muito os livros. Eu fui logo trabalhar para um sítio que era muito cativante porque eu tinha, à minha disposição, centenas de livros. Aprendi a ler muito cedo, o hábito de leitura vem da minha adolescência. E aquele era um mundo mágico onde eu podia usufruir de livros."
O apresentador admitiu ainda que a paixão pela leitura acabava por se sobrepor às responsabilidades profissionais. "Muitas vezes, entrava um cliente e eu estava a ler e não atendia o cliente. Claro que, passados oito meses, rua com o Goucha!", contou, de forma bem-humorada.
Na mesma conversa, Manuel Luís Goucha deixou ainda uma mensagem para os jovens que estão à procura do primeiro emprego. Para o comunicador, a persistência é essencial perante as dificuldades que podem surgir.
"O meu conselho para quem está a procurar agora um emprego é, sobretudo, não desistir com os 'nãos' que vão ouvir. Quem está à procura de um primeiro emprego vai certamente esbarrar em alguns obstáculos. É não desistir, é ter resiliência."
O apresentador considera também que o mercado de trabalho mudou e que essa realidade pode trazer oportunidades para experimentar diferentes percursos profissionais. "Hoje já não há aquela coisa de ter um emprego para toda a vida como havia no meu tempo. E isso não acho que seja mau, é bom ir experimentando várias funções e vários locais de trabalho."
Ainda assim, defende que vale a pena procurar um caminho profissional que proporcione realização pessoal. "É importante lutar por um emprego que o faça realizado. Só uma minoria é que, infelizmente, tem o privilégio de fazer vida daquilo que sempre quis fazer. Mas há sempre esperança de realização de sonhos depois mais tarde."