Acumular milhas com as compras do dia a dia é uma ideia apelativa para quem não dispensa viagens. Os cartões de crédito com milhas prometem descontos em passagens aéreas, upgrades e outras regalias. No entanto, nem tudo são boas notícias. Estes produtos podem ter custos elevados e exigem uma utilização estratégica.
Neste artigo, conheça as principais vantagens e desvantagens, e saiba se este tipo de cartão é o mais indicado para o seu perfil.
Porque é que tantos viajantes escolhem os cartões de crédito com milhas?
Os cartões de crédito com milhas funcionam como qualquer outro cartão de crédito, com a diferença de que convertem o montante gasto em pontos que podem ser trocados por serviços ligados ao turismo. Dependendo do cartão, a conversão varia entre 1 e 2 milhas por euro.
Entre as vantagens destaca-se o facto de poder transformar gastos do dia a dia em voos mais baratos, acesso a lounges, prioridade no embarque e, nalguns casos, têm seguros de viagem ou bagagem incluídos.
Há ainda bónus de adesão atrativos e, por vezes, promoções exclusivas. Para quem viaja frequentemente, o retorno pode ser significativo.
Nem tudo são benefícios: o que pode correr mal?
Apesar das regalias, estes cartões não servem todos os consumidores. Um dos principais riscos é acumular milhas que acabam por expirar por falta de utilização. Isto acontece, especialmente, a quem viaja pouco.
Além disso, muitos cartões têm anuidades elevadas, que podem ultrapassar os 300 euros, e TAEG próximas do limite legal (19,1%, no terceiro trimestre de 2025).
Assim, o pagamento fracionado das compras pode anular os benefícios acumulados em milhas, devido aos juros altos. Também importa referir que muitos cartões estão limitados a determinadas companhias aéreas, o que reduz a flexibilidade.
Por fim, se fizer compras fora da Zona Euro, prepare-se para taxas de conversão e comissões que podem encarecer a experiência.
Outros aspetos a considerar antes de aderir a cartões de crédito com milhas
Antes de pedir um cartão com milhas, deve avaliar cuidadosamente todos os custos: anuidade, TAEG, seguros incluídos e limites de crédito. Verifique também a validade das milhas e o número mínimo necessário para o resgate. Em muitos casos, é necessário acumular um valor elevado antes de conseguir trocar por uma viagem.
Outro ponto relevante é saber se o cartão exige que seja cliente do banco emissor. Pode ser necessário abrir uma nova conta, o que implica custos adicionais. E não se esqueça: cartões com plafonds elevados aumentam o risco de endividamento se não pagar o saldo a 100% todos os meses.