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«Dei um beijo de despedida à minha mãe e disse 'volto já’. Nunca regressei a casa»

IOL
16 dez. 2025, 15:09
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Esta história deu origem a um livro e é símbolo de uma luta

“O meu nome era Monia Delpero. Tinha 19 anos, com uma vida inteira pela frente. Na noite de 13 de dezembro de 1989, dei um beijo de despedida à minha mãe e disse: "Volto já." Nunca regressei a casa”. Este é o início de uma história que marcou todo um país e cujo final gostaríamos que fosse diferente. Infelizmente não pode ser Monia a usar a sua voz para a contar.

A história, que aparece hoje como se fosse contada na primeira pessoa no livro de Irene Vella, “Era mia figlia”, pertence a uma jovem italiana que se tornou o símbolo de uma luta. Monia teria hoje 36 anos.

Como conta o livro, à espera de Monia estava o ex-namorado. A relação entre ambos tinha durado apenas seis meses, mas, para ele, não tinha terminado. Tinha pedido para se encontrarem, dizendo que queria de volta as fotografias que tinham tirado juntos.

O jovem, que tinha também 19 anos, estrangulou-a com as próprias mãos. Depois, colocou o corpo num saco do lixo e atirou-o para debaixo de uma ponte. O corpo foi encontrado três dias depois. Durante este tempo, o homicida participou nas buscas, fingindo chorar.

Como é relatado no texto do livro, também divulgado na rede social Quora, o assassino confessou. Foi condenado a 11 anos e oito meses de prisão, mas na realidade cumpriu pouco mais de cinco.

O mesmo livro diz que o homem, na prisão, concluiu uma licenciatura. Depois de cumprir pena, saiu casou-se e teve dois filhos.

A mãe de Monia chama-se Gigliola Bono e há 36 anos que luta para que a família seja reconhecida como vítima do Estado, sendo a jovem um dos símbolos da luta contra a violência doméstica em Itália.  

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