Afastada do filho e da neta há 3 anos, Ana Bola lamenta: "Tenho imensas saudades"

Numa entrevista exclusiva à SELFIE, Ana Bola falou sobre as saudades que sente do filho e da neta, que vivem na Islândia e com quem já não está há quase três anos.

Cátia Soares
19 jan, 11:21
19 jan, 11:21

A nível pessoal, quais são os desejos para os próximos tempos?
Olhe, que esta porcaria toda [a pandemia Covid-19] tivesse fim. É o que queremos, para todos. Para o mundo inteiro. Quanto a mim, e aos meus, ter saúde é fundamental. Não quero mais nada. Quero ter saúde. Se tiver saúde e os meus tiverem saúde física e mental, estará tudo bem.

O seu filho, que emigrou para a Islândia, ainda não está cá em Portugal, pois não?
Não, nem estará. E acho que ele não volta. Não. Ele ficou muito zangado. Ele fico mesmo muito, muito zangado. Quer dizer, não sabemos, a vida muda, não é? Mas acho que não, acho que não volta, com muita pena minha. Já não os vejo há imenso tempo, há quase três anos, por causa da pandemia. A minha neta já fez 21 anos. Tenho imensas saudades, mas não posso fazer nada. Vou sublimando como posso. Mas, por outro lado, em relação à minha neta, acho que ela é capaz de estar no país certo. A Islândia é, talvez, o país mais livre que conheço e a minha neta foi para lá adolescente, tinha 11 anos. Uma criança, ao crescer num país com essa liberdade toda, fica com uma "bela cabeça", venha ela a viver onde vier. Não acredito que ela fique ali para sempre. No caso dela, não acredito. Acho que ela vai querer viajar, conhecer outras coisas. Está a fazer um ano sabático, porque acabou a escola dela, com ótimos resultados, mas com enorme esforço. E, como acontece nos países nórdicos, de uma maneira geral, os miúdos, quando têm férias, como acabam a escola com 16, 17 ou 18 anos, vão trabalhar no que aparecer. E ela já fez imensas coisas: já foi jardineira, já trabalhou numa casa de chá japonesa, foi carteira (chegou a distribuir cartas, no ano passado, no Natal), e, agora, está a trabalhar no armazém de um supermercado. Portanto, eles desenrascam-se.

Mesmo com a distância, consegue estar presente na vida da sua neta?
Sim, ambos estamos presentes na vida uma da outra, apesar da distância. E acho que nos temos ajudado bastante uma à outra. Ela, com os seus problemas de adolescente, e eu, com uma mentalidade aberta, felizmente, acho que tenho sido uma boa ajuda para ela e acho que ela gosta de mim. Pode ser que, no verão, ela venha até Portugal.

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