A redação do IOL foi convidada a experimentar a nova carta do Nood, no restaurante de Saldanha. Como fã de cozinha asiática, não podia recusar. Passámos cerca de duas horas à mesa a conhecer a nova categoria do menu, que se chama Tashō e é pensada para partilhar à mesa. E sim, já estou a planear o regresso a este restaurante.
O espaço (e porque é que isso importa)
Cheguei ao Nood numa manhã de sol, em pleno final de novembro. Logo à entrada, o néon vermelho com o nome do restaurante chamou-me a atenção. A luz natural encheu a sala, refletiu-se nos bancos amarelos e cor de vinho, nas cerejeiras laranja sobre as mesas que criam um ambiente acolhedor.
A decoração joga com o contemporâneo e com referências asiáticas. A música estava no volume certo. Enquanto esperávamos pelos pratos, foram-nos sugeridos os sumos naturais. Provei o Essencial (maçã e laranja) e o Digest (ananás, cenoura e laranja), ambos frescos e equilibrados. Uma boa forma de começar, também com várias opções alcoólicas para quem preferir.
Um bom espaço não é apenas bonito, torna-se parte da memória da refeição. E o Nood sabe disso.
Thai Tiger: o favorito absoluto (17,50€)
O Thai Tiger foi o meu prato preferido, e não fui a única a fazer esta escolha. Traz camarão-tigre com yuzu e salsa de manga, servido com arroz de coentros e caril vermelho. Não possuo grande tolerância ao picante, mas este estava no ponto certo: um picante que aquece sem anular os sabores. A salsa de manga com malagueta equilibra com um toque adocicado e os camarões estavam no ponto. A apresentação chama a atenção, mas o sabor está à altura.
Soba Coco e Chili: cremoso encontra fresco (13,50€)
Os noodles soba frescos trazem frango, leite de coco e lima, são envolvidos num molho de pimentos assados e finalizados com frango crocante. O chef recomendou misturar tudo antes de provar. O que me ficou na memória foi a combinação de leite de coco com lima: cremoso mas fresco ao mesmo tempo. O frango estaladiço, no topo, dá o contraste de textura necessário.
Topokki: comida de conforto para dias de chuva (14,00€)
Rolinhos de arroz coreanos com bacon em molho cremoso de gochujang e queijo mozzarella, servidos com katsu de frango. Chegaram quentes à mesa, com o queijo derretido a misturar-se no molho cremoso e o frango estaladiço por cima a dar contraste. Segundo o chef Bruno Gomes, o bacon torna tudo melhor, e este prato comprova mesmo isso. É saboroso, reconfortante, daqueles pratos que apetecem num domingo frio. A textura da massa de arroz é interessante: tem alguma elasticidade mas mantém-se firme, o que torna cada garfada satisfatória.
Kinoko: a opção vegetariana (12,50€)
Quem disse que os pratos vegetarianos nos restaurantes são sempre os mais aborrecidos claramente ainda não provou o Kinoko. Arroz gohan com cogumelos eryngi e shiitake em molho teriyaki, milho com manteiga de miso, creme de abacate, tomate cherry e takuan compõem este prato colorido e saboroso. Os cogumelos eryngi são grandes e têm uma textura firme que surpreende. O molho teriyaki traz um toque ligeiramente doce. Na verdade, foi o prato mais doce que provámos, mas tudo se mantém equilibrado. Mesmo quem não é vegetariano vai apreciar.
Para terminar: as sobremesas
Confesso que sou daquelas pessoas que deixa sempre espaço para a sobremesa. Provei o cheesecake, a mousse de chocolate e mochi de manga e coco. O mochi de manga foi o meu preferido: textura macia, sabor intenso a manga, equilibrado na doçura. O cheesecake estava cremoso e a mousse de chocolate bem executada. Todas valeram a prova.
Vou voltar? Sem dúvida
Uma boa refeição tem esse poder: mudar o nosso dia. E quando é partilhada, ainda melhor. O Tashō junta isso tudo: sabores que ficam na memória, um espaço onde apetece ficar, pratos pensados para a mesa toda.
Saí do Nood satisfeita e com a sensação de que tinha valido a pena cada minuto passado à mesa. E é isso que faz querer voltar.