Passou um mês desde que os recrutas entraram na parada mais vigiada e mais famosa do país. A evolução é visível a olho nu e, talvez como recompensa, o mundo exterior entrou finalmente pela caserna da Primeira Companhia. Digamos que foi um boost de energia positiva para continuarem a enfrentar os obstáculos deste desafio televisivo, porque motivação nunca é demais, sobretudo quando há câmaras ligadas 24 horas por dia.
A Noélia é acusada de fazer de tudo para ser falada. Ora, isto não é um reality show convencional… mas se a Noélia o faz, ainda bem. Porque não basta ser um bom recruta: é preciso agradar ao público. Uma coisa é certa, e para minha surpresa, a Noélia foi a primeira salva, roubando o habitual lugar de destaque ao Rui, que, regra geral, costuma ser sempre o primeiro a escapar à expulsão..
Por falar no Rui… é arrogante e, por vezes, um pouco rude, mas dá um verdadeiro bailinho a todos os recrutas da casa. É massacrado desde o primeiro dia e, ainda assim, consegue dar ao litro e destacar-se. Goste-se ou não, o rapaz aguenta pancada como poucos.
Há momentos, no entanto, em que o Manuel Melo mais valia estar caladinho e sossegado no seu canto. No fundo, ser planta. Porquê? Criou uma personagem que uns acharam piada e outros… nem por isso. Aliás, deixou a Noélia visivelmente desconfortável. Se vivem em comunidade e alguém do grupo não se sente confortável, a brincadeira tem de parar. Não é bonito, nem de bom tom, brincar ou fazer humor à custa de pessoas com algum tipo de deficiência. Para mim, o Manuel deveria ter sido o expulso da noite, e não a Sara.
A Sara foi, claramente, a concorrente que mais cresceu dentro desta experiência. Superou-se a si mesma, trouxe animação e ainda se tornou num dos maiores memes da história da Primeira Companhia. A Sara merecia um lugar na final e, para mim, neste momento, seria a vencedora do programa.