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OPINIÃO I Seis finalistas… Mas nem todos com mérito 

"No fim de contas, a final está lançada"

Fábio Belo
16 fev, 11:41
Filipe Delgado Primeira Companhia (2)
Filipe Delgado Primeira Companhia (2)
Fonte: TVI

A cinco dias da grande final já estão encontrados os seis finalistas da terceira edição da Primeira Companhia. Até aqui tudo muito bonito. Mas, claro, há sempre um “mas”, e não, não são todos assim tão justos finalistas… porque se fosse tudo linear e consensual, não estávamos a falar de reality shows, pois não?

O Manuel Melo não merecia estar na final, nem sequer ter chegado tão longe. Tal como no Big Brother Verão, ficou muito aquém das expectativas. Não soube aproveitar a experiência, não se entregou de corpo e alma e pareceu andar ali em modo “serviços mínimos”. Foi bom camarada? Foi, sim senhor. Mas isto não é um retiro espiritual, é um jogo. Tardou, mas acabou por ser o último expulso desta edição. E, sejamos honestos, já foi tarde.

A Noélia demorou a perceber que a Primeira Companhia não era o Big Brother e que a mecânica não era a mesma. Mas quando finalmente fez esse clique, deu ao litro. Foi esforçada, empenhada, uma boa recruta. Também foi chata, mas se não fosse, não era a Noélia. E, no fundo, até faz parte do pacote.

A Soraia é, neste momento, a melhor recruta do programa. Tem o nariz empinado? Tem. E provavelmente acha-se um bocadinho acima dos outros? Também. Mas entregou-se por completo à experiência e isso não se pode negar. Trabalhou, destacou-se e impôs-se. É uma justa finalista, mesmo que nem toda a gente lhe ache graça.

O Nuno Janeiro foi o concorrente de quem menos falei ao longo da temporada. Um recruta exemplar, sem dúvida. Mas bom concorrente? Nem por isso. Neste tipo de jogo gosto de ver evolução, transformação, crescimento. Houve recrutas com um percurso brutal. O Nuno manteve-se sempre… igual. Certinho, estável, previsível. Para mim, não é um justo finalista.

A Joana, além de nos ter surpreendido, superou-se a si própria. Ultrapassou obstáculos, foi camarada e mostrou resiliência. Faltou-lhe, talvez, aquela veia mais estratégica, aquela capacidade de marcar posição enquanto jogadora. Ainda assim, pelo percurso e pela entrega, considero-a uma justa finalista.

O Rui e o Filipe são, para mim, os grandes candidatos à vitória. O Filipe conquistou Portugal pela sua genuinidade e espontaneidade. Foi divertido, e, mais importante, divertiu-nos. Tornou-se um fenómeno, um verdadeiro meme nacional. Já o Rui começou como o concorrente rejeitado, aquele em quem ninguém apostava. Mas não baixou os braços. Cresceu, afirmou-se e mostrou inteligência de jogo. Foi, sem margem para dúvidas, o melhor jogador desta edição.

No fim de contas, a final está lançada. Agora resta saber se vence o fenómeno ou o estratega. Porque, como sempre, o público é soberano, mesmo quando insiste em surpreender-nos.

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