OPINIÃO | 26 anos depois, o Big Brother voltou a parar Portugal
E as redes sociais? Explodiram
Há 26 anos, o país parou para assistir à estreia do Big Brother em Portugal. O programa que revolucionou a televisão portuguesa e mudou, para sempre, a forma como consumimos televisão.
Vinte e seis anos depois, o país voltou a ficar de olhos postos na estreia do Big Brother All Stars. A edição que há tanto tempo era pedida. A edição que prometia reunir os melhores dos melhores: vencedores, concorrentes polémicos, protagonistas, os mais falados, os mais comentados… e, obviamente, aqueles que nunca conseguem estar longe de uma polémica.
E a estreia? Foi um estrondo.
Quando muitos estavam à espera de uma espécie de Desafio Final com outro nome, a TVI decidiu carregar no acelerador. E ainda nem íamos a meio da gala de esteia e a casa já estava em combustão.
Maria Botelho Moniz assumiu os comandos e, diga-se, que bem que esteve. Vimos uma nova Maria: mais solta, mais divertida, mais interventiva e completamente entregue ao programa. Vibrou do primeiro ao último minuto e percebeu-se que estava ali para jogar também.
E depois… a verdadeira voz do Big Brother está de volta. Porque, desculpem lá, mas há vozes que simplesmente não se substituem. E a dele é uma delas.
Agora vamos aos concorrentes. Aos verdadeiros All Stars.
Helena Isabel. Francisco Monteiro. Miguel Vicente. Os nomes que muitos queriam ver de volta. A poderosa Teresa Silva. Joana Albuquerque, confesso que já nem me lembrava dela. Sónia Jesus. Vera Cláudia. O tão desejado regresso da Saramaga. Luís Gonçalves. A icónica Érica Silva, porque vamos ser honestos: um All Stars sem Érica seria quase como um Big Brother sem confessionário. David Diamond, David Maurício e, claro, Catarina Miranda, que dificilmente ficaria de fora de uma edição destas.
Mas agora vem a pergunta incómoda:
Será que todos os habitantes desta casa são realmente All Stars?
Claro que não.
E alguém tem de sair primeiro.
Porque, sejamos sinceros, há aqui alguns nomes que parecem ter entrado pela porta dos fundos do casting.
Pedro Fonseca, por exemplo, já é oficialmente o meme da estreia. A teoria dos 26 anos do formato, os “concorrentes antigos” e a possibilidade de Teresa Guilherme apresentar o programa deixaram-me com uma pergunta:
Teresa Guilherme? Mas está louco? Quem é Teresa Guilherme?
Diogo Cunha, do BB2020, também regressou. Afinal, parece que há uma regra não escrita nestas casas: não pode faltar uma planta.
E, claro, não podia faltar uma Barbie. Jessica Maria está de volta para nos lembrar que um Big Brother sem uma Barbie aparentemente não é um Big Brother.
Diogo Marcelino? Não me convenceu. Não vejo ali estofo para um All Stars. Agora, se o convite fosse para um Love on Top… aí já estaríamos a falar de outra coisa.
Ana Sousa e Joana Sobral? Para mim, são nomes que fazem sentido num Desafio Final. Num All Stars? Tenho dúvidas. Muitas.
E depois temos a casa. Sou só eu é que achei a casa pequena?
Eu sei que ainda não vimos todos os espaços, mas uma coisa é certa: vai ser interessante perceber se aquelas paredes conseguem aguentar tanto ego, tanta personalidade e tanta necessidade de protagonismo no mesmo metro quadrado.
Porque aqui não há espaço para amizades eternas.
Há alianças, estratégias, egos, discussões, guerras e, provavelmente, algumas lágrimas pelo caminho.
No final, só um vai levar os 50 mil euros e a tão desejada taça de campeão dos melhores dos melhores.
E as redes sociais? Explodiram.
Não se fala de outra coisa. O Big Brother voltou a ser conversa de café, de grupo de WhatsApp, de jantar de família e, sobretudo, conversa nas redes sociais.
E isso diz tudo.
Depois de tantas edições, tantas casas, tantos concorrentes e tantos “últimos Big Brothers de sempre”, o inesperado aconteceu: o Big Brother voltou a ser um acontecimento.
E se isto foi apenas a estreia… imaginem quando começarem as guerras.