Maria Botelho Moniz
Maria Botelho Moniz

OPINIÃO I Catarina Miranda e o Festival do Ego

Fábio Belo
21 jul. 2025, 11:01
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Parece-me que a dinâmica do Big Brother Verão está a entrar numa emocionante fase de... estagnação

Porque já ninguém fala de outra coisa que não seja o mítico "quadrado" Afonso, Catarina Miranda, Jéssica e Daniela. Que originalidade… Estou a rebentar de entusiasmo por ouvir a mesma conversa em loop, como se fosse um CD riscado dos anos 2000. Já chega, senhores. Isto está mais gasto do que a carpete da sala da minha avó.

É verdade, admito, grande parte do “conteúdo” (sim, entre aspas) gira à volta deste grupo, mas já era mais do que tempo de mudar o disco. Não há mais ninguém naquela casa com algo para dizer? Alguma coisa? Porque esta novela já não é novela, é um remake barato da temporada anterior.

Quanto à Catarina Miranda... ah, a grande protagonista, pelo menos na cabeça dela. Claro que estou a ser irónico. A Miranda não é protagonista, é apenas mestre em meter-se nas conversas alheias como quem tropeça "sem querer" nos assuntos dos outros. A mulher tem a mania que percebe tudo sobre reality shows, como se tivesse feito uma tese de mestrado sobre a Quinta das Celebridades. Acha-se a melhor jogadora, mas aquilo é mais intriga e espalhafato do que jogo. Parece uma personagem secundária que acha que é a estrela do cartaz.

Agora, o Afonso? Surpreendentemente, está a dar cartas. Está a crescer de dia para dia, o rapaz. Quase que parece que sabe o que está a fazer! Ontem na gala mostrou ter uma boa visão de jogo. Conseguiu destacar-se no meio da confusão, o que é mais do que se pode dizer de metade daquela casa.

Claro que o drama do costume lá está: tem a ex-namorada na casa, mais duas ou três pretendentes à volta, e depois admiram-se que o público o olhe de lado. Como disse um amigo meu, e não é mentira, Portugal ainda é um país machista. Se não fosse, o Afonso já estava no topo da tabela há semanas.

Quanto aos nomeados... sem grandes surpresas, claro. A Miranda foi a primeira salva, porque aparentemente o público adora gente barulhenta. A Bruna, que para mim já devia ter feito as malas há três semanas, foi a segunda salva. Enfim, o critério continua a ser o habitual: manter plantas aromáticas dentro da casa e mandar embora quem mexe um dedo. Afonso e Viriato também ficaram, e quem acabou por sair foi o Manuel Melo. Lá está, ser divertido já não chega. Isto não é o Preço Certo, é um reality show, exige-se pelo menos um pouco de estratégia, ou um escândalo bem montado.

Falando no Viriato... epá, está a jogar no limite. Quase a cair do precipício, mas sem a graciosidade de quem sabe o que está a fazer. Joga mal, argumenta pior, e ainda acredita que vai brilhar só por existir. Boa sorte com isso.

E, como manda a nova tradição da casa (porque nada grita "desespero de produção" como enfiar mais gente ao domingo), entrou a Ana Duarte, cantora e nova inquilina da casa mais vigiada do país. Supostamente, vinha para agitar as águas, mas a única coisa que conseguiu foi roubar uma moeda e justificar-se com uma lógica tão brilhante para não ter de dizer outra coisa. Um início promissor, sem dúvida.

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