A gala começou como eu gosto: com uma boa peixeirada. Tudo arrancou entre o Fábio e o Leandro, sendo que este último rapidamente mostrou as garras, enquanto a Liliana, como não podia deixar de ser, decidiu meter-se ao barulho. Ou seja, foi a jogo.
E juro que não estou a ser irónico! Até porque a ironia é algo que, claramente, não me assiste… Mas confesso que gosto desta nova versão do Fábio. Pena é que não tenha aparecido mais cedo. Durante semanas, conhecemo-lo apenas como “o namorado da Liliana”. Agora começa, finalmente, a ganhar estatuto próprio no jogo. Só é pena os comentários infelizes e que insiste em fazer... ninguém é perfeito.
Em plena gala, a Inês afirma que a Liliana se queima sozinha todos os dias. Não concordo. Desde as primeiras semanas que os concorrentes fazem da Liliana um alvo permanente: atacam-na, queimam-na e depois ainda têm a ousadia de se assumir como vítimas. Ora, de vítimas têm muito pouco.
A Liliana diz achar impossível a Marisa e o Pedro serem um casal. A Marisa, ofendidíssima, responde que a Liliana devia olhar para a sua própria relação com o Fábio. Não querendo ser repetitivo, mas sendo, o que os moradores da casa mais vigiada do país fazem desde a primeira semana é precisamente meter-se na relação da Liliana e do Fábio. E já agora, também não acho nada normal a relação do Pedro com a Marisa. Não me venham com a desculpa do “é jogo”. Aquilo parece tudo menos um romance convencional. Digamos… pouco ortodoxo.
O Pedro diz que “come Leandros ao pequeno-almoço”. A luta de galos está oficialmente de volta e, sinceramente, ainda bem. Mas desta vez o Leandro levou a melhor. Soube erguer-se no jogo e voltou a ser protagonista de topo. Receio, no entanto, que com a descoberta do segredo, o Pedro comece a pôr os pés pelas mãos. E já que falamos de segredos: se durante esta edição inteira dissemos que a Marisa era ótima a escondê-los, afinal estávamos todos enganados. No dia em que o segredo do Pedro foi descoberto, a Marisa mostrou, mais uma vez, que de jogadora tem muito pouco e entregou o seu segredo de mão beijada.
Sem grandes surpresas, mas com grande injustiça, a Inês foi a primeira salva da noite. Seguiu-se a Liliana, e a Ana acabou por ser a escolhida pelos portugueses para abandonar a casa. A Ana era a minha concorrente preferida: nunca precisou de grupos, nunca andou a reboque de ninguém. Foi, talvez, a concorrente que mais cresceu dentro do jogo, passou de planta decorativa a protagonista. Para mim, a expulsa da noite deveria ter sido a Inês, porque após três meses de programa continuamos sem saber quem ela é. Só deu sinais de vida quando esteve na pseudo-relação com o Dylan, e mesmo assim foi pouco.
OPINIÃO I Domingos no Secret Story: tradição é tradição
Mais um domingo, mais uma gala do Secret Story. E, claro, mais uma expulsão injusta, porque isto já começa a ser tradição
Fábio Belo
15 dez 2025, 11:30
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