A duas semanas da grande final, decidi escrever um comentário diferente, porque repetir o óbvio já cansa. Neste texto vou destacar alguns concorrentes e, claro, falar da concorrente expulsa, que também merece o seu momento de reflexão (ou não).
O Rui Freitas foi recruta da semana e destacou-se como nunca. Brilhou como gente grande e, para além de se mostrar um excelente recruta, provou que também é um grande jogador. Acredito que não tenha sido assim desde o início simplesmente porque não o deixaram ser. Foi colocado de parte pelos outros recrutas e, mesmo assim, conseguiu dar a volta por cima. Hoje, é um dos queridinhos dos portugueses, quem diria?
Gosto do Filipe desde o início por ser genuíno, engraçado e por ter aquelas atitudes do arco da velha que tanto animam o quartel. É espontâneo, sim. No entanto, não aprecio a personagem que por vezes insiste em criar: não tem piada nenhuma, é só ridícula. Prefiro vê-lo apagado no jogo do que a forçar algo que claramente não é. Só tem a ganhar em ser ele próprio, até porque continua a ser um dos favoritos à vitória do programa.
A Joana é, sem dúvida, uma vencedora por ter chegado à sexta semana com todas as suas limitações. Quem acompanha o programa sabe que, com o passar do tempo, a exigência aumenta, e muito. A Joana tem surpreendido tudo e todos. É merecedora de estar na final, sim. De ganhar o programa? Aí já é outra conversa.
A Andrea foi a expulsa da noite, com uns esclarecedores 4% dos votos. Uma das expulsões mais justas desta edição. Quanto mais cedo tivesse sido nomeada, mais cedo teria saído, simples. A meu ver, a Andrea pouco ou nada acrescentou a este formato. Achou-se sempre dona da razão, de tudo e de todos. Para não falar nos conflitos que criou, como se isso fosse um talento especial.
A Noélia recebeu a medalha de bravura. Entrega-se por completo, está sempre pronta a ajudar e mostra um espírito de equipa que muitos podiam aprender. É verdade que por vezes consegue ser um bocadinho chatinha… mas isso, enfim, já são outros quinhentos.