Vi a gala de estreia do Big Brother Verão e, entretanto, fui de férias durante uma semana. Regressei ao trabalho esta semana e, sinceramente, pensei que tivesse perdido uma boa parte do programa. Afinal... não perdi rigorosamente nada.
Em sete dias, pouco ou nada aconteceu. Os concorrentes continuam sem se destacar, não dão conteúdo e, pior ainda, conseguem transmitir aquela vontade de deixar de ver o programa. Grande parte deles continua a ser uma incógnita, porque simplesmente não faz nada para se dar a conhecer.
Já vamos na milésima edição de realities e toda a gente sabe que o jogo começa no primeiro minuto. Quem entra à espera que o protagonismo lhe caia do céu arrisca-se a sair pela porta dos fundos sem deixar qualquer marca. E não, não estou a dizer que tenham de criar barracos ou intrigas à força. Há muitas formas de marcar posição, mostrar personalidade e conquistar o público.
Se, à partida, gostei deste lote de concorrentes, hoje a desilusão é evidente.
Na gala de ontem saiu um dos concorrentes mais invisíveis da casa: João Gomes. Nem sequer conseguiu defender a sua permanência. Aliás, em plena gala acabou por admitir que era... invisível. O público foi soberano e despachou-o da casa mais vigiada do país.
A Tatiana vive convencida de que é a rainha da casa e uma jogadora de topo só porque participou em realities em África. Convém alguém avisá-la de que currículo não ganha programas. Até agora, protagonismo é coisa que ainda não mostrou.
Já o Boris comporta-se como se fosse o dono da casa. A forma como se senta no sofá em plena gala faz lembrar um patrão a supervisionar os funcionários. Falta só pedir um café.
A Mariana Salgueiro sente-se posta de parte pelo grupo. Sinceramente, não me surpreende. A diferença de idades pesa, mas também não ajuda ter um feitio pouco caloroso.
E depois temos o trio Raquel, Nuno e Sara. Romance genuíno ou mais uma daquelas jogadas de casal feitas à pressão para garantir tempo de antena? Cada um tire as suas conclusões.
Só tenho pena do Nuno. Se puderem, passem um avião por cima da casa com uma faixa a dizer: "Nuno, foge enquanto vais a tempo!"