Começa o mês decidido a controlar melhor as despesas e promete a si próprio que desta vez vai conseguir poupar. Mas, passadas algumas semanas, percebe que voltou a gastar mais do que esperava e acaba por abandonar o plano.
Se isto lhe soa familiar, saiba que o problema nem sempre está na falta de disciplina, mas em pequenos erros ao elaborar o orçamento. Conheça cinco problemas frequentes que deve evitar ao elaborar um orçamento familiar.
1. Poupar apenas o que sobra no final do mês
É, possivelmente, um dos erros mais comuns nas finanças pessoais: pagar todas as despesas e destinar à poupança somente o dinheiro que sobra... quando sobra.
Em vez disso, trate a poupança como uma despesa fixa. Assim que recebe o salário, reserve uma parte para esse efeito, tal como faz com a renda da casa, a prestação do crédito ou a fatura da eletricidade. E não precisa de começar com um valor elevado. O mais importante é criar consistência e transformar a poupança num hábito.
2. Não adaptar orçamento à sua realidade familiar
Embora alguns métodos possam servir de referência para gerir o seu orçamento, não existe uma fórmula única que se adapte a qualquer pessoa.
Cada agregado familiar tem a sua própria realidade e, por isso, um orçamento que funciona para uns pode revelar-se impossível de cumprir para outros. Mais do que seguir uma fórmula, o importante é construir um orçamento ajustado aos seus rendimentos, às suas despesas e aos seus objetivos.
3. Esquecer as despesas pontuais
Quando faz um orçamento, é natural pensar primeiro nas despesas fixas: a casa, a alimentação, os transportes ou os serviços essenciais. No entanto, existem muitos encargos que só surgem uma ou duas vezes por ano e que podem ter um importante impacto nas contas. Seguros, IMI, manutenção do carro, férias ou a compra de material escolar são apenas alguns exemplos.
Uma boa forma de fazer face a essas despesas é antecipá-las. Enumere-as e divida o valor total pelos vários meses do ano, reservando essa quantia no orçamento mensal.
4. Desvalorizar os pequenos gastos do dia a dia
Uma refeição encomendada através de uma aplicação, uma subscrição esquecida ou uma compra por impulso podem parecer insuficientes para comprometer um orçamento. Mas estes pequenos gastos tendem a repetir-se e, no final do mês, podem representar dezenas ou até centenas de euros.
Isto não significa que tenha de eliminar todos os pequenos prazeres do seu orçamento. Mas é importante saber quanto está realmente a gastar e garantir que essas despesas correspondem às suas prioridades.
5. Desistir ao primeiro mês em que o plano falha
É pouco provável que a gestão do seu orçamento familiar se revele eficaz desde o primeiro momento. Pode perceber que subestimou determinados gastos ou concluir que definiu objetivos de poupança demasiado ambiciosos.
Mas um orçamento familiar não é um documento definitivo. Deve ser revisto regularmente e ajustado sempre que haja alterações na sua situação financeira. O objetivo não é controlar cada cêntimo, mas criar uma ferramenta que o ajude a gerir melhor o dinheiro ao longo do tempo.