Peixe
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Estes são os peixes mais saudáveis à venda em Portugal (mas há sete que deve evitar)

Andreia Vital
21 jan. 2025, 12:35
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Portugal é rico na oferta de pescado e deve incluí-lo na alimentação. Porém, há sete espécies que devem ser comidas com moderação e mesmo evitadas por algumas pessoas

O pescado ocupa um lugar central na dieta mediterrânica, sendo reconhecido como uma fonte essencial de nutrientes, com benefícios comprovados para a saúde. Em Portugal, país com uma longa tradição piscatória, o consumo de peixe é recomendado por especialistas devido à sua contribuição para a saúde cardiovascular e para o desenvolvimento cognitivo.

Contudo, nem todas as espécies apresentam o mesmo perfil nutricional, e algumas podem conter níveis elevados de mercúrio, representando um risco, especialmente para grupos vulneráveis, como explica um documento do Instituto de Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), com as recomendações para o consumo de pescado emitidas após investigação de um grupo de trabalho que juntou entidades como ASAE, IPMA ou Universidade do Porto.

Na galeria acima, encontra um guia com as espécies mais saudáveis e aquelas que devem ser consumidas com moderação ou evitadas.

Benefícios do consumo de pescado

Peixes e outros produtos do mar são ricos em proteínas de alto valor biológico, ácidos gordos ómega-3 (EPA e DHA), vitaminas como D, B1 e B12, e minerais como selénio, fósforo e iodo. Estes nutrientes são essenciais para a saúde cardiovascular, a redução do risco de mortalidade por doença coronária e o neurodesenvolvimento do feto durante a gravidez.

No entanto, é fundamental fazer escolhas informadas ao selecionar o tipo de peixe a consumir, tendo em conta o teor de mercúrio, um metal pesado que pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo.  As espécies de peixe com menor teor de mercúrio são ideais para um consumo frequente (ver galeria acimaa), mesmo por grávidas, mulheres a amamentar e crianças pequenas.

Estas espécies não só apresentam níveis reduzidos de mercúrio, como também são excelentes fontes de ácidos gordos ómega-3, promovendo a saúde cardiovascular nos adultos e um melhor desenvolvimento cognitivo nas crianças.

Porém, há espécies de peixe com elevado teor de mercúrio que, apesar dos seus benefícios nutricionais, devem ser evitadas, especialmente por grupos vulneráveis (veja na galeria acima). Estas espécies acumulam mercúrio devido à sua posição no topo da cadeia alimentar, podendo representar riscos para a saúde, particularmente no que diz respeito ao desenvolvimento neurológico.

Recomendações para o consumo

De acordo com os especialistas, o consumo recomendado de pescado varia consoante os grupos populacionais:

  • População em geral: Até 7 vezes por semana, com a inclusão de diferentes espécies.
  • Grupos vulneráveis (grávidas, mulheres a amamentar e crianças até aos 10 anos): Entre 3 a 4 vezes por semana, optando por espécies com médio e baixo teor de mercúrio.

Veja como fritar peixe na Air Fryer:

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