Todos temos aquele hábito de, antes de sair de casa, borrifar o perfume em várias partes do corpo. E há uma zona por onde quase todos passamos: o pescoço. É um gesto automático, quase ritual, antes de sair de casa. Mas, segundo especialistas, esta prática pode ser prejudicial para a pele e até para a saúde.
De acordo com o site Vía País, o médico e especialista em emergências Miguel Assal explicou que aplicar perfume no pescoço não representa um risco direto para a tiroide, como alguns mitos indicam, mas pode causar reações adversas na pele. A razão está na fotossensibilidade, uma resposta química que ocorre quando certos componentes do perfume entram em contacto com a luz solar. O resultado? Manchas, irritações, vermelhidão e envelhecimento precoce da pele.
Além disso, o uso excessivo de fragrâncias pode afetar as vias respiratórias, sobretudo em pessoas mais sensíveis a odores fortes. O especialista alerta que perfumes e produtos perfumados podem desencadear rinite vasomotora, uma inflamação nasal que provoca nariz entupido, corrimento e espirros, mesmo sem existir alergia.
Para continuar a usar perfume de forma segura, o especialista recomenda evitar o pescoço e o decote, principalmente no verão, e optar por zonas menos expostas ao sol, como os pulsos ou o interior dos cotovelos. Também é importante escolher produtos certificados e testar sempre a fragrância antes de a aplicar diretamente na pele.