Com a chegada dos meses mais quentes, aumenta também o risco de doenças transmitidas por insetos que podem afetar cães e gatos. Entre as mais preocupantes em Portugal estão a leishmaniose e a dirofilariose, duas patologias que, segundo a Kivet, se desenvolvem de forma silenciosa e progressiva, tornando a prevenção e a deteção precoce essenciais.
Transmitida por flebótomos, a leishmaniose afeta sobretudo cães, mas pode também surgir em gatos. Já a dirofilariose, conhecida como “verme do coração”, é transmitida por mosquitos e pode comprometer seriamente a saúde de ambas as espécies. Estas doenças tendem a evoluir lentamente e podem atingir vários órgãos, sobretudo em animais com maior exposição ao exterior.
Os sinais nem sempre são evidentes. Nos cães, podem surgir sintomas como perda de peso, alterações na pele, queda de pelo ou cansaço. Nos gatos, os sinais são geralmente mais discretos, o que dificulta o diagnóstico. No caso da dirofilariose, podem surgir problemas respiratórios ou tosse persistente, especialmente nos cães.
Especialistas sublinham que o acompanhamento veterinário regular é fundamental para identificar precocemente qualquer infeção. Exames específicos permitem confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, aumentando as probabilidades de controlo da doença e qualidade de vida do animal.
A prevenção continua a ser a melhor estratégia. O uso de desparasitantes e repelentes, bem como a redução da exposição a mosquitos e flebótomos, são medidas essenciais, sobretudo durante a primavera e o verão. No caso dos cães, a vacinação contra a leishmaniose pode também ser considerada.
A observação diária por parte dos tutores desempenha igualmente um papel crucial. Pequenas alterações no comportamento ou no estado físico dos animais devem ser valorizadas e avaliadas por um veterinário, ajudando a agir atempadamente perante estas doenças silenciosas.