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Os erros a evitar nas férias para não comprometer a carteira

Saiba como poupar nas férias com algumas pequenas decisões

Doutor Finanças
8 jul, 11:03
Mala de férias
Mala de férias
Foto: Marissa Grootes, Unplash

As férias estão mesmo a chegar e todos queremos aproveitá-las da melhor maneira. E o ideal é poder fazê-lo sem comprometer as finanças. Fique a par de alguns erros que deve evitar neste período de descanso.

Alguns apenas se aplicam se for viajar para o estrangeiro, mas há outros a que deve prestar atenção seja qual for o destino.

1. Não fazer um orçamento

Não é apenas para as despesas do dia a dia que deve ter um orçamento. Quando vai de férias, também deve fazê-lo. Inclua categorias como despesas de transportes (carro, avião, transportes públicos), alojamento, refeições, visitas ou imprevistos.

Assim, vai saber qual a sua margem ao longo das férias. Se num dia gastar mais, tente compensar no outro. Não precisa de deixar de fazer aquilo de que gosta, mas o orçamento vai ajudar a saber em que estado estão os seus gastos.

2. Não confirmar as condições da companhia aérea

Se vai viajar de avião, não se esqueça de confirmar as condições do bilhete que comprou. Isto é especialmente importante no caso da bagagem. Isto porque se aparecer na porta de embarque com malas extra ou acima das dimensões permitidas na sua tarifa, vai ter de pagar para poder levá-las consigo.

E, regra geral, este valor é superior àquele que teria de pagar se tivesse logo comprado o bilhete certo. Sobretudo nas companhias low cost, a tarifa base inclui apenas uma mala ou mochila pequena que deve caber por baixo do acento à sua frente. Assim, se estiver a pensar levar mais malas, compre logo a tarifa que permite levá-las.

E mesmo que a sua tarifa já inclua uma mala de cabine, não se esqueça de confirmar as dimensões e o peso permitidos pela companhia.

3. Não planear as visitas

Quando vai a um sítio novo, a vontade de visitar tudo pode levar a que não desfrute da viagem da mesma maneira. Isto porque acaba a ver muitas coisas à pressa e numa constante correria para conhecer o lugar seguinte.

Assim, é importante que faça escolhas e que defina aquilo que quer mesmo ver. Vai conhecer as coisas com muito mais calma e poupa o dinheiro que gastaria em atrações que, possivelmente, não ia aproveitar ao máximo.

4. Comer em lugares turísticos

Seja em Portugal ou noutro país, os restaurantes que estão nos locais turísticos são frequentemente mais caros. Por isso, evite comer nestes sítios e tente perceber quais os restaurantes preferidos de quem vive na cidade.

Além disso, pode preparar algumas coisas em casa para comer durante o dia. Não só vai poupar dinheiro como vai ganhar a flexibilidade de poder comer onde e quando quiser, seja um parque ou um jardim.

5. Não usar o wi-fi para fazer chamadas fora da União Europeia

Se viajar dentro da União Europeia (UE), Islândia, Liechtenstein, Noruega e Reino Unido, não tem de pagar taxas adicionais para chamadas, mensagens de texto ou dados móveis.

Pelo contrário, quando viaja para fora de um destes países, o roaming é pago e ser-lhe-ão cobrados valores adicionais se usar algum dos serviços descritos anteriormente. Por isso, não deve apenas informar-se sobre as taxas cobradas pela sua operadora: procure ao máximo não ter de pagá-las. Como? Usando a internet e fazendo chamadas apenas quando estiver ligada a uma rede wi-fi.

Se achar necessário, pode também comprar um cartão SIM pré-pago local.

6. Não saber as comissões cobradas pelo uso do cartão

Ao visitar um país da UE, Zona Euro e Espaço Económico Europeu (Islândia, Liechtenstein e Noruega), as comissões pelo uso dos cartões são as mesmas que paga em Portugal. No entanto, tenha em atenção que, mesmo nestes países, há alguns que em que se pagam comissões quando se levanta dinheiro num ATM. E, nesse caso, terá mesmo de pagar essa taxa, uma vez que não está diretamente relacionada com o seu cartão.

Assim, uma das formas de poupar é limitar as vezes em que levanta dinheiro, de forma a não estar sempre a pagar estas comissões.

De resto, fora dos países abrangidos pelas normas europeias, o seu banco pode cobrar comissões de serviço internacional. Por isso, estude a possibilidade de criar conta num banco digital: as contas base costuma ser gratuitas e permitem levantar dinheiro e pagar sem que lhe sejam cobradas outras taxas que não aquelas do próprio país que está a visitar.

7. Não levar o Cartão Europeu de Seguro de Doença

O Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) permite que os cidadãos dos países abrangidos recebam os cuidados médicos necessários durante a sua estadia nos mesmos moldes que os beneficiários do país que estão a visitar.

Por exemplo, se estiver em Espanha, onde os cuidados de saúde no sistema público são gratuitos, também vai beneficiar da gratuitidade caso tenha de receber assistência.

O CESD é válido nos 27 países da União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça e Reino Unido.

8. Não fazer um seguro de viagem

Viajar com a sensação de proteção contra imprevistos permite desfrutar das férias com outra segurança. Embora o CESD seja uma excelente opção para questões de saúde, não substitui um seguro de viagem.

A maioria dos seguros cobrem as seguintes despesas:

  • Despesas médicas;
  • Danos de bagagem;
  • Responsabilidade civil;
  • Cancelamento da viagem;
  • Morte ou incapacidade resultantes de acidente ocorrido durante a viagem.

Peça simulações e perceba qual a melhor solução para si, tendo em conta o destino e a duração da viagem.

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