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Investir num PPR é também uma forma de otimizar o IRS do próximo ano

E se pudesse investir no futuro ao mesmo tempo que otimiza o IRS deste ano?

IOL
28 nov, 14:56
Homem a fazer contas
Homem a fazer contas

E se pudesse investir no futuro ao mesmo tempo que otimiza o IRS deste ano? É exatamente isso que os Planos Poupança Reforma (PPR) permitem, graças aos benefícios fiscais associados. Mas para aproveitar estas vantagens sem riscos, é preciso conhecer as regras.

Benefícios fiscais quando investe

Os PPR oferecem vantagens fiscais em dois momentos: quando investe e quando resgata. Quando deposita dinheiro, pode deduzir no IRS 20% do valor investido, até aos seguintes limites:

  • 400 € até aos 34 anos
  • 350 € entre 35 e 50 anos
  • 300 € a partir dos 51 anos

Normalmente, não precisa de declarar manualmente: as sociedades gestoras comunicam os valores à Autoridade Tributária. Basta confirmar no Quadro 6B do Anexo H da declaração de rendimentos.

Para aproveitar ao máximo, precisa de ter margem nas deduções à coleta. Isto porque além dos limites de dedução de cada categoria, existe um limite na soma das deduções de oito categorias.

Esse limite depende do rendimento anual e, a partir do momento em que o atinge, já não pode deduzir mais.

As categorias de despesas que entram nesse cálculo são saúde, educação, encargos com imóveis, pensão de alimentos, exigência de fatura, encargos com lares, benefícios fiscais e encargos com retribuição pela prestação de trabalho doméstico.

Em 2025, o limite da soma das deduções à coleta é:

  • Rendimento até 8.059€: Sem limite

  • Rendimento entre 8.060€ e 80.000€: entre 1.000€ e 2.500€
  • Rendimento superior a 80.000€: 1.000€

Por exemplo, se o limite de deduções para o seu caso for 1.500 euros e já tiver completado 1.300 euros, já só vai poder deduzir até 200 euros do Plano Poupança Reforma.

Tributação favorável à saída

Se cumprir as condições legais, as mais-valias do PPR são tributadas a 8%, muito abaixo dos 28% aplicados a outros investimentos. Mas fora das condições, a taxa pode chegar a 21,5%.

Deduzir no IRS é vantajoso, mas implica um compromisso: só pode resgatar o PPR dentro das condições previstas. Caso contrário, terá de devolver as deduções acrescidas de 10% por cada ano que passou.

Por isso, se não tem a certeza de conseguir cumprir as regras, pode ser melhor não deduzir.

Pode resgatar a qualquer momento sem qualquer penalização e independentemente do tempo que passou desde as entregas nos casos de:

  • Reforma por velhice ou a partir dos 60 anos;
  • Doença grave;
  • Incapacidade permanente para o trabalho;
  • Morte.

Noutros casos, como reforma por velhice, pagar prestações do crédito habitação e a partir dos 60 anos de idade, tem de esperar cinco anos desde a respetiva entrega. No entanto, se tiver feito pelo menos 35% das entregas na primeira metade do contrato, pode resgatar livremente.

Sempre que não cumpra as condições previstas na lei, a taxa a aplicar é de 21,5%, mas pode baixar para 17,2% e 8,6%, dependendo dos anos em que tiver mantido o dinheiro no PPR e desde que o investimento feito na primeira metade do contrato seja, pelo menos, 35% do investimento total.

Vale a pena aproveitar?

Sim, desde que faça uma escolha consciente. Os benefícios fiscais do PPR podem ajudar a otimizar o IRS e a construir uma poupança para o futuro. Mas antes de investir, avalie se cumpre as condições e se este produto se ajusta aos seus objetivos.

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