Todos os anos regressamos a uma das ilhas mais bonitas de Portugal. “A vida das ilhas parece saída de filme”, escreveu Cristina Ferreira a propósito do que se vive naqueles pedaços de terra sem carros na Ria Formosa, no Algarve. Entre Armona, Culatra e Farol, é-nos difícil dizer qual a nossa preferida. Cada uma delas tem um ou outro detalhe que a torna ainda mais especial.
Mas, foi à Armona que regressámos neste ano. E, mais uma vez, deixamos a recomendação: seja qual for o seu poiso de férias no Algarve, vale a pena percorrer alguns quilómetros até Olhão, de onde partem os barcos rumo a uma das mais incríveis ilhas de praia do país. O percurso faz-se pela ria e não demora mais de 15 a 20 minutos no ferry de carreira, cuja viagem custa menos de dois euros. Porém, se os horários do barco ou a espera não forem do seu agrado, não faltam barcos-táxi que levam os veraneantes a qualquer hora e no local da ilha que preferirem
Quando se desembarca do ferry é outro mundo que nos espera. De atmosfera quase cinematográfica, esta é uma terra cujo chão se faz apenas de areia, com uma rua central onde não há veículos de qualquer espécie e na qual recaem buganvílias gigantes de cores vívidas. Vale a pena o longo percurso a pé (evite chegar na hora do calor), durante o qual pode observar as muitas casas brancas, por onde todos circulam sem o medo ou o ruído de carros.
No final deste percurso, é impossível não concluir que a caminhada valeu a pena: o mar límpido, os bancos de areia branca, a temperatura da água que encontramos sempre acima dos 24 graus, as dunas protegidas e a perder de vista. A praia está muito bem servida com palhotas, boas casas de banho e bom café. Se estas comunidades não forem uma prioridade, recomendamos circular no areal para as zonas laterais da ilha e aí aproveitar o silêncio e paz.
Neste pequeno pedaço de areia existem ainda alguns restaurantes onde pode jantar (neste caso, terá mesmo de regressar a Olhão de barco-táxi, já que o ferry tem última partida ao final do dia).