Há produtos que fazem parte da nossa vida desde sempre e a icónica lata azul da Nivea é um deles. Criada em 1911, tornou-se um básico em casas de várias gerações, conhecida pelo seu aroma único e pela textura densa que conquista quem sofre de pele seca. Mas, com tantas novas fórmulas no mercado, será que ainda vale a pena?
A farmacêutica portuguesa Rafaela Ribeiro, especializada em cosmetologia, é uma das vozes mais frontais nesta discussão. Em declarações ao site espanhol Lecturas, explica que apesar da evolução da indústria da beleza, a clássica Nivea continua a ser “um básico” para quem prefere uma rotina minimalista e eficaz. “Adoro aplicá-la nas mãos antes de dormir. No final do dia, é isto que importa: fazer bem o básico”, afirma.
Segundo a farmacêutica, a força da Nivea está no seu poder de hidratação. Atua como um bálsamo oclusivo, ajudando a reter a humidade na pele e a evitar a perda de água, algo essencial para peles secas ou muito secas. Esta opinião é partilhada pelo farmacêutico espanhol Eduardo Senante, que destaca a fórmula simples e eficaz composta por água, parafina, cera, glicerina, lanolina e pantenol.
Embora não tenha ingredientes “da moda”, como ácido hialurónico ou vitamina C, a Nivea destaca-se por fazer bem aquilo a que se propõe: hidratar, proteger e aliviar irritações. Por isso, pode ser pesada para peles oleosas, mas é uma verdadeira bênção para peles secas e desidratadas.
Parte do sucesso da Nivea deve-se à sua versatilidade. Entre os usos mais comuns estão:
- Hidratante facial noturno: uma camada fina deixa a pele mais luminosa e firme ao acordar.
- Tratamento para olheiras: aplicada com pequenos toques, reforça a hidratação e suaviza linhas finas.
- Desmaquilhante de emergência: remove maquilhagem resistente graças à textura cremosa.
- Alívio de irritações: ideal para zonas ressecadas no nariz durante constipações.
- Prevenção de estrias: usada durante a gravidez para manter a pele elástica.