Saiba como deve colocar o protetor solar. Foto: Pexels
Saiba como deve colocar o protetor solar. Foto: Pexels

Está a pôr bem o protetor solar? Estas zonas do corpo são quase sempre esquecidas e pode ser perigoso

IOL
3 ago., 11:21

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Os escaldões não acontecem apenas no rosto. A DGS alerta para as zonas do corpo mais vulneráveis ao sol e explica como se deve proteger durante o verão

Quando pensa em proteger-se do sol, é provável que o rosto seja a primeira preocupação. Mas há várias zonas do corpo que passam despercebidas na hora de aplicar protetor solar e que acabam por sofrer escaldões dolorosos.

O alerta é da Direção-Geral da Saúde (DGS), que lembra que nem sempre as queimaduras solares aparecem onde seria de esperar. O nariz, as orelhas, os lábios ou até o couro cabeludo estão entre as áreas mais expostas e vulneráveis durante os dias de maior calor.

As zonas do corpo que mais facilmente sofrem escaldões

Segundo a DGS, deve ter especial atenção a quatro regiões do corpo:

  • Rosto, sobretudo nariz, orelhas e lábios;
  • Pescoço, ombros e peito;
  • Couro cabeludo, especialmente em pessoas carecas ou com pouco cabelo e nas crianças;
  • Pernas e pés, frequentemente esquecidos quando se aplica protetor solar.

São precisamente estas áreas que ficam mais expostas à radiação ultravioleta e que muitas vezes escapam à rotina de proteção.

Não basta aplicar protetor uma vez

A DGS lembra que o protetor solar é uma das principais formas de prevenir escaldões, mas só é eficaz se for utilizado corretamente.

A recomendação passa por escolher um protetor com FPS igual ou superior a 30 e reaplicá-lo de duas em duas horas, sobretudo depois de nadar, transpirar ou secar o corpo com a toalha.

Quem deve ter cuidados redobrados?

Os especialistas recordam que algumas pessoas apresentam maior risco de sofrer danos provocados pelo sol:

  • Pessoas com pele clara;
  • Pessoas com muitos sinais;
  • Quem toma medicamentos fotossensibilizantes;
  • Pessoas com antecedentes familiares de cancro da pele;
  • Trabalhadores que passam muitas horas ao ar livre.

As crianças e adolescentes também merecem atenção especial. Segundo a DGS, as queimaduras solares na infância aumentam o risco de desenvolver cancro da pele e lesões na retina mais tarde.

Como reduzir o risco de escaldões

Além da utilização correta do protetor solar, a DGS aconselha a adotar outras medidas simples durante os dias de maior calor:

  • Usar roupa larga que cubra a maior parte da pele;
  • Utilizar chapéu para proteger o rosto e o couro cabeludo;
  • Evitar a exposição solar entre as 11h00 e as 17h00, quando a radiação UV é mais intensa;
  • Não recorrer a aparelhos de bronzeamento artificial.
  • Um escaldão não é apenas uma queimadura temporária

Apesar de muitas pessoas encarem os escaldões como um incómodo passageiro, a exposição excessiva aos raios ultravioleta pode provocar danos acumulados na pele e aumentar o risco de cancro cutâneo ao longo da vida. Por isso, a proteção solar deve fazer parte da rotina sempre que estiver ao ar livre, seja na praia, na piscina, a passear ou mesmo durante atividades do dia a dia.

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