Está a pôr bem o protetor solar? Estas zonas do corpo são quase sempre esquecidas e pode ser perigoso
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Os escaldões não acontecem apenas no rosto. A DGS alerta para as zonas do corpo mais vulneráveis ao sol e explica como se deve proteger durante o verão
Quando pensa em proteger-se do sol, é provável que o rosto seja a primeira preocupação. Mas há várias zonas do corpo que passam despercebidas na hora de aplicar protetor solar e que acabam por sofrer escaldões dolorosos.
O alerta é da Direção-Geral da Saúde (DGS), que lembra que nem sempre as queimaduras solares aparecem onde seria de esperar. O nariz, as orelhas, os lábios ou até o couro cabeludo estão entre as áreas mais expostas e vulneráveis durante os dias de maior calor.
As zonas do corpo que mais facilmente sofrem escaldões
Segundo a DGS, deve ter especial atenção a quatro regiões do corpo:
- Rosto, sobretudo nariz, orelhas e lábios;
- Pescoço, ombros e peito;
- Couro cabeludo, especialmente em pessoas carecas ou com pouco cabelo e nas crianças;
- Pernas e pés, frequentemente esquecidos quando se aplica protetor solar.
São precisamente estas áreas que ficam mais expostas à radiação ultravioleta e que muitas vezes escapam à rotina de proteção.
Não basta aplicar protetor uma vez
A DGS lembra que o protetor solar é uma das principais formas de prevenir escaldões, mas só é eficaz se for utilizado corretamente.
A recomendação passa por escolher um protetor com FPS igual ou superior a 30 e reaplicá-lo de duas em duas horas, sobretudo depois de nadar, transpirar ou secar o corpo com a toalha.
Quem deve ter cuidados redobrados?
Os especialistas recordam que algumas pessoas apresentam maior risco de sofrer danos provocados pelo sol:
- Pessoas com pele clara;
- Pessoas com muitos sinais;
- Quem toma medicamentos fotossensibilizantes;
- Pessoas com antecedentes familiares de cancro da pele;
- Trabalhadores que passam muitas horas ao ar livre.
As crianças e adolescentes também merecem atenção especial. Segundo a DGS, as queimaduras solares na infância aumentam o risco de desenvolver cancro da pele e lesões na retina mais tarde.
Como reduzir o risco de escaldões
Além da utilização correta do protetor solar, a DGS aconselha a adotar outras medidas simples durante os dias de maior calor:
- Usar roupa larga que cubra a maior parte da pele;
- Utilizar chapéu para proteger o rosto e o couro cabeludo;
- Evitar a exposição solar entre as 11h00 e as 17h00, quando a radiação UV é mais intensa;
- Não recorrer a aparelhos de bronzeamento artificial.
- Um escaldão não é apenas uma queimadura temporária
Apesar de muitas pessoas encarem os escaldões como um incómodo passageiro, a exposição excessiva aos raios ultravioleta pode provocar danos acumulados na pele e aumentar o risco de cancro cutâneo ao longo da vida. Por isso, a proteção solar deve fazer parte da rotina sempre que estiver ao ar livre, seja na praia, na piscina, a passear ou mesmo durante atividades do dia a dia.