É daquelas pessoas que gosta mais de estar em casa? Isto é o que a psiologia diz sobre si
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Esat forma de estar é muitas vezes vista como negativa em contraposição a uma vida social intensa associada ao bem-estar
É daquelas pessoas que chega ao fim de semana e preenche a agenda de sexta-feira ao último minuto de domingo com passeios, saídas, encontros com amigos e família? Ou sente mesmo é vontade de estar em casa e até reage com algum enfado à possibilidade de planos no exterior e sociais?
Esta forma de estar mais caseira, muitas vezes vista como negativa em contraposição a uma vida social intensa associada ao bem-estar, é explicada pela psicologia de forma diferente, como escreve o site espanhol La Razón, com base num artigo do portal Geedeting.
Um dos traços comuns destas pessoas é o facto de os estímulos externos as afetarem de forma mais significativa do que ao resto da população. De facto, algumas investigações sugerem que aproximadamente 20% dos indivíduos têm um sistema nervoso que deteta e processa os estímulos ambientais com maior profundidade.
Por isso, depois da infinidade de estímulos que enfrentam no dia a dia, é habitual que precisem de algum sossego, seja ao anoitecer ou ao fim de semana, para conseguirem “reiniciar-se”. Os momentos de solidão são também momentos de renovação emocional.
Além disso, trata-se de pessoas que não prestam atenção apenas ao que é dito quando várias pessoas conversam, mas que observam também aspetos como mudanças de tom, microexpressões ou linguagem corporal. Isto faz com que absorvam também os estados emocionais dos outros, o que gera um cansaço maior ao final do dia.
Apesar de poder parecer que se trata de indivíduos antissociais, a realidade é precisamente o contrário, já que dão prioridade a relações mais profundas, à qualidade sobre a quantidade.
Por fim, o mesmo artigo refere que estas pessoas valorizam a sua autonomia no dia a dia, priorizando sempre aquilo que realmente desejam, em vez de se focarem no estado de espírito ou expectativas dos outros.