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Preparação da Reforma: 54% dos portugueses antecipam dificuldades

Doutor Finanças
17 mai., 11:00
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As conclusões fazem parte do Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon em parceria com o Doutor Finanças

Mais de metade dos portugueses admite que teria dificuldades financeiras se se reformasse hoje e passasse a receber apenas 65% do rendimento atual do agregado familiar.

De acordo com o Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon em parceria com o Doutor Finanças, 54% dos inquiridos antecipa dificuldades sérias neste cenário.

Esta preocupação parece atingir especialmente as mulheres, que são a maioria das pessoas que responderam que não conseguiriam manter o estilo de vida ou que teriam dificuldades em cobrir as despesas essenciais.

No total, 32% das pessoas inquiridas disseram que conseguiriam gerir as finanças depois de ajustar alguns gastos e 9% afirmou que conseguiria manter o estilo de vida. Neste caso, são os homens quem está em maioria.

3 em cada 10 não poupam para o futuro

Apesar de a maioria dos portugueses poupar para complementar a reforma, 31% ainda não o faz. 67% das pessoas poupam 10% ou menos do que aquilo que ganham por mês. Apenas 24% dos inquiridos poupam mais de 10%.

Também aqui há diferenças entre sexos, uma vez que os homens parecem ter mais capacidade para poupar uma fatia maior do seu rendimento.

Na análise por faixas etárias, "são os mais jovens aqueles que percentualmente mais poupam a pensar na reforma", lê-se no barómetro.

PPR e fundos são as opções preferidas para preparar a reforma

De acordo com o 3.º barómetro realizado pelo Doutor Finanças em parceria com a Católica-Lisbon, 26% dos portugueses não usam qualquer solução para preparar a reforma.

Entre os que se preparam, a preferência vai para produtos como PPR e fundos, que são utilizados por 30% dos inquiridos. Seguem-se os depósitos e poupança simples, com 27%, enquanto o investimento imobiliário e na bolsa surge com 17%.

Os homens parecem preferir os produtos mais arriscados, enquanto as mulheres olham mais para opções conservadoras.

Saúde é a principal preocupação para a fase da reforma

81% das pessoas inquiridas disseram que a saúde é a principal preocupação quando pensam na fase da reforma.

Seguem-se as preocupações de natureza financeira e de autonomia, como a dependência de familiares (30%) e a perda de rendimento (29%). Por fim, aparecem os custos de habitação, a solidão e outras preocupações.

Já quando pensam no tempo livre durante a reforma, 58% das pessoas disseram que gostavam de aproveitar o tempo da reforma para viajar.

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