Facebook Instagram
Navegue sem anúncios com benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Investiu 15 mil euros para criar um negócio nas horas vagas. Hoje fatura mais de 80 mil por mês

Tirou uma parte das suas poupanças para concretizar uma ideia que acabou por revelar-se um negócio de sucesso

IOL
3 mar, 12:45

Aos 34 anos, Julia Holden investiu cerca de 14 mil euros das suas poupanças pessoais para criar um negócio paralelo inspirado na própria experiência como mãe. A ideia surgiu em fevereiro de 2024, quando percebeu que o filho recém-nascido adormecia mais depressa sempre que lhe tapava suavemente os olhos com um pano. Como não encontrou no mercado um produto confortável e seguro que cumprisse essa função, decidiu criar ela própria um gorro para bebés com uma pala integrada para cobrir os olhos: assim nasceu a Sleepy Hat.

Sem investidores, sem equipa e apenas com a ajuda pontual da família, Julia foi construindo o projeto em blocos de 20 minutos entre amamentações, enquanto trabalhava a tempo inteiro na área da publicidade. Ao longo de um ano, ultrapassou o orçamento inicial previsto para desenvolvimento do produto, produção de protótipos, criação de marca, registo de domínio e construção do site. Os primeiros modelos tiveram erros de fabrico e chegaram mesmo a resultar em prejuízo, mas acabou por conseguir aperfeiçoar o design e encomendar 1.500 unidades.

A loja online foi lançada em setembro de 2024, mas as vendas arrancaram lentamente. No final desse ano, tinha faturado menos de 2.000 dólares. A viragem deu-se quando começou a vender na Amazon e a investir em conteúdos no TikTok, onde alguns vídeos se tornaram virais entre mães que se identificavam com as dificuldades na hora de adormecer os filhos. Desde junho de 2025, o negócio passou a gerar receitas mensais de cinco dígitos, atingindo mais de 90 mil dólares em dezembro e cerca de 69 mil em janeiro.

Em outubro, Julia despediu-se do emprego, onde ganhava 95 mil dólares por ano, para se dedicar exclusivamente à Sleepy Hat. A empresa já é lucrativa, embora a fundadora tenha reinvestido grande parte dos ganhos no crescimento da marca, incluindo publicidade online e a contratação de dois colaboradores a tempo parcial. Em 2025, pagou a si própria apenas 2.500 dólares, vivendo sobretudo das poupanças e do rendimento do marido.

Apesar do ritmo exigente — trabalha entre 30 e 60 horas por semana enquanto cuida de um filho de dois anos — Julia diz sentir-se mais realizada. O objetivo agora é aumentar gradualmente o próprio salário e, no próximo ano, superar os rendimentos que tinha no antigo emprego. Pelo caminho, reconhece que tem aprendido a gerir melhor as finanças e a confiar mais na sua intuição — mesmo quando lhe diziam que lançar um negócio logo após a maternidade não era boa ideia.

RELACIONADOS
Mais Lidas