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Aos 41 anos e sem dinheiro, começou a revender roupa usada e hoje lucra milhões: "Não é preciso muito dinheiro para começar"

Pai de um filho de 5 anos e desempregado enfrentava sérias dificuldades financeiras. Precisava de uma solução urgente e começou a vender em segunda mão

IOL
17 nov, 15:47
Roupa
Roupa
Foto: Freepik

Tornou-se pai aos 18 anos e passou cinco anos a trabalhar como supervisor de um laboratório fotográfico para sustentar o filho. Mais tarde, concluiu um curso de reparação de computadores e conseguiu um emprego mais bem remunerado, até que a empresa entrou em falência no outono de 2008. Sem trabalho e com uma criança pequena a cargo, tudo se complicou. Até que o seu telemóvel avariou e daí nasceu a solução.

Face à despesa inesperada, Rick Senko viu-se obrigado a procurar um aparelho em segunda mão. Encontrou um modelo por cerca de 65 euros no eBay e o mesmo por 35 dólares no Craigslist (o equivalente ao OLX nos Estados Unidos). Acabou por comprar o mais barato, mas decidiu revendê-lo por 60 euros. O lucro permitiu-lhe repetir o processo e perceber que era uma estratégia rentável.

"Faço isto há quase 20 anos", contou à CNBC. "Não precisas de muito dinheiro para começar. Não precisas de muito conhecimento para começar. Só precisas de começar", referiu.

Começou com a revenda de artigos eletrónicos, mas rapidamente percebeu que a venda de roupa usada gerava menos problemas e mais margem de lucro. Foi então que passou a sair de casa antes do amanhecer para procurar stock em lojas de segunda mão e chegou a dedicar 20 horas por dia ao negócio.

O esforço compensou: em 2010 já ultrapassava os 85 mil euros anuais de rendimento e, em 2023, superava os dois milhões de euros em vendas no eBay. Listava cerca de 250 artigos por dia, com o apoio de vários colaboradores que tratavam das fotografias, anúncios e envios.

Quando percebeu que já não conseguia aumentar o volume diário, mudou de estratégia. Em 2023 criou a Technsports e passou a ser fornecedor de roupa usada para outros revendedores. O negócio cresceu rapidamente, chegando a alcançar mais de 5,6 milhões de euros em 2024, segundo documentos analisados pela CNBC. Atualmente, vende mais de 4 mil peças de roupa por dia.

 

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