Dois motoristas de autocarro, Daniel, natural da Venezuela, e Celia, de Gallarta, no País Basco (Espanha), decidiram mudar de vida e emigrar para a Alemanha, onde encontraram maior estabilidade financeira e social.
Em declarações à Radio Nervión, ambos contaram a sua história. Recebem, em média, 2.900 euros por mês e pagam rendas bem abaixo dos valores praticados em muitas cidades europeias.
Celia, que se separou e procurava melhores condições para si e para os filhos, paga 880 euros por um apartamento com terraço, garagem e despesas incluídas. Já Daniel, que vive numa vila com a esposa e duas filhas, gasta apenas 550 euros de renda.
Além dos salários mais altos, destacam os apoios sociais: por cada filho, recebem 255 euros mensais até aos 25 anos, independentemente do rendimento da família. A educação também pesa menos no orçamento: os estudos são gratuitos e a universidade tem apenas um custo simbólico de cerca de 300 euros por semestre, incluindo transporte e acesso a atividades culturais.
O dia a dia é marcado por um custo de vida mais equilibrado. Um menu de almoço pode rondar os 13 euros e um café custa pouco mais de dois euros. A nível de saúde, os dois sublinham a rapidez no acesso a consultas e exames, bem como a liberdade de escolher especialistas em qualquer cidade.
Apesar de reconhecerem alguns desafios, como os invernos rigorosos e a barreira da língua, ambos garantem que a decisão de emigrar foi transformadora. Hoje conduzem os seus autocarros em estradas alemãs com a certeza de terem conquistado uma vida mais estável e segura para as suas famílias.