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O equilíbrio entre a vida profissional e pessoal ultrapassou, pela primeira vez, a remuneração e o progresso na carreira como principal preocupação dos líderes empresariais. É a conclusão da mais recente edição do relatório “Talent Trends 2025, agora dedicada em exclusivo à liderança executiva” (Executive & Senior Leadership Edition).
Baseado em mais de 4 mil respostas de executivos de seis continentes, incluindo 1.500 na Europa, o estudo conduzido pela Page Executive revela que, para 25% dos executivos na Europa Continental, o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal surge como a principal prioridade, superando o salário e a evolução da sua trajetória profissional. A média global atinge os 29%.
60% dos executivos afirmam recorrer à Inteligência Artificial Generativa, embora 19% revelem não se sentir devidamente preparados, apontando a formação insuficiente e a ausência de uma estratégia clara como principais obstáculos. No entanto, os líderes europeus demonstram um nível de confiança significativamente superior ao dos seus pares a nível global, entre os quais 32% reconhecem não estar devidamente preparados para integrar esta tecnologia.
Apenas 41% dos inquiridos afirmam poder expressar-se de forma autêntica no local de trabalho, um valor ligeiramente acima da média global (38%). E 26% consideram o seu ambiente profissional verdadeiramente inclusivo, valor em linha com o cenário global (27%).
Quase metade dos executivos europeus (45%) confia na capacidade da sua organização para equilibrar eficazmente as exigências do negócio com o bem-estar dos colaboradores, um valor ligeiramente abaixo da média global (49%). Em contrapartida, 19% referem níveis reduzidos ou inexistentes de confiança, face a 15% a nível mundial.
O relatório revela também que mais de metade dos executivos inquiridos refere que rejeitaria uma promoção caso esta comprometesse o seu bem-estar pessoal, uma preferência que se acentua entre as mulheres em funções de liderança, reforçando a primazia do propósito face ao prestígio.
Tendo em conta as conclusões do estudo, a Michael Page aponta cinco prioridades que as empresas devem seguir.
1. Promover o desenvolvimento de carreira e a mobilidade internacional
Disponibilizar percursos estruturados de progressão e oportunidades de mobilidade internacional. Os executivos valorizam contextos que estimulem as suas competências e expandam a sua visão estratégica.
2. Alinhar cultura organizacional com os valores
Garantir que a cultura interna traduz, de forma autêntica, os valores que mobilizam a liderança, com destaque para a transparência, o propósito e a responsabilidade social.
3. Clarificar o papel da IA na liderança
Fornecer orientação estratégica e formação executiva sobre o potencial da IA como ferramenta de apoio à tomada de decisão e não como substituto da liderança.
4. Liderar com intenção e transparência
Comunicar de forma clara os objetivos estratégicos, os desafios e as expetativas organizacionais. A clareza e a transparência são fundamentais para reforçar a confiança e assegurar o alinhamento interno.
5. Integrar a inclusão de forma estrutural na liderança
Ultrapassar iniciativas simbólicas de diversidade, promovendo ambientes onde todos os líderes se sintam reconhecidos, escutados e genuinamente valorizados.
Este artigo foi escrito no âmbito da colaboração com o Link to Leaders.