Sardinhas em conserva
Sardinhas em conserva

Sardinha em lata conta? Tudo o que precisa de saber sobre os benefícios

IOL
4 jun., 11:47
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A sardinha fresca tem fama de saudável, mas a de lata fica muitas vezes de lado com a ideia de que "não é a mesma coisa". A verdade é que, em muitos aspetos, a versão em lata até ganha — e os dados nutricionais confirmam.

Uma lata, muitos nutrientes

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, compilados pelo site Nutrition Advance, uma lata de 92 gramas fornece cerca de 22 gramas de proteína, 1,48 gramas de ómega-3 e 343% da dose diária recomendada de vitamina B12. Para um alimento que custa menos de dois euros no supermercado, é uma lista difícil de ignorar.

O que é o ómega-3 e porque importa

O ómega-3 é classificado pela comunidade científica como um ácido gordo essencial — o organismo humano não o consegue produzir, por isso tem de ser obtido através da alimentação. A American Heart Association recomenda duas porções de peixe gordo por semana precisamente por este motivo. Um estudo da Universidade de Harvard, citado pelo site Wincanning, concluiu que consumir uma a duas porções de sardinha por semana fornece ómega-3 suficiente para reduzir o risco de doenças cardíacas em mais de um terço.

O cálcio que surpreende

Este é o ponto onde a sardinha em lata ganha claramente à versão fresca. O processo de conserva amolece os ossos ao ponto de ficarem completamente comestíveis — e é aí que está o segredo. Segundo o site especializado Bolt Pharmacy, esta característica transforma a sardinha em lata numa fonte excecional de cálcio, incluindo para quem não consome lacticínios. Uma porção de 100 gramas chega a fornecer cerca de 38% da dose diária recomendada deste mineral.

Quantas latas por semana?

Duas latas por semana cumprem as recomendações da American Heart Association para o consumo de peixe gordo, segundo a Medical News Today. O único ponto a considerar é o teor de sódio, mais elevado do que na versão fresca. Quem tem hipertensão ou problemas renais deve optar por variedades com menos sal ou conservadas em água. Em caso de dúvida, vale sempre a pena consultar um médico.

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