Para muitos portugueses, a meio da manhã só há uma solução possível para combater o cansaço: mais uma chávena de café. No entanto, cardiologistas alertam que este hábito pode não ser a melhor escolha e, em alguns casos, pode até aumentar o stress no organismo.
Citado pelo site Independent, vários especialistas explicam que uma segunda ou terceira dose de cafeína por volta das 10h ou 11h pode interferir com os níveis de cortisol, a principal hormona do stress. Esta hormona regula a inflamação, a pressão arterial e os níveis de energia, mas o seu aumento não significa necessariamente mais vitalidade.
“O consumo de cafeína pode elevar o cortisol e provocar um aumento do tónus simpático”, explicam os médicos, referindo-se à ativação do sistema nervoso responsável pela resposta de “luta ou fuga”. Na prática, isto pode traduzir-se num aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, sobretudo quando o café é consumido mais tarde na manhã ou em jejum.
Embora o consumo moderado de café, até 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a duas a quatro chávenas, seja considerado seguro para a maioria dos adultos, há grupos mais vulneráveis. Pessoas com ansiedade, hipertensão, metabolismo lento da cafeína ou fatores de risco cardiovascular podem sentir efeitos cumulativos negativos com o consumo repetido ao longo do dia.
Em vez de recorrer automaticamente a mais café, os especialistas recomendam estratégias simples e mais equilibradas:
- Fazer um pequeno-almoço nutritivo, com proteínas e hidratos de carbono complexos;
- Comer a meio da manhã, evitando longos períodos em jejum;
- Beber água regularmente, já que a desidratação é frequentemente confundida com fadiga;
- Fazer uma curta caminhada, que ajuda a ativar a circulação e a oxigenar o cérebro.
A hidratação adequada e uma alimentação equilibrada podem proporcionar energia mais estável e duradoura, sem picos de stress para o organismo.