O café e o descafeinado melhoram o humor e protegem o cérebro, revela estudo
Sono: é assim que deve beber café para continuar a dormir bem
Do vinho ao café. Guia completo sobre como tirar nódoas difíceis
Dorme mal? Estes são os 20 alimentos que ajudam a ter uma noite de sono tranquila
8 alimentos que vão ajudar a que durma melhor
Os 6 melhores alimentos para o seu cérebro
Café associado a melhor humor e proteção do cérebro, mesmo sem cafeína
Beber café, mesmo na versão descafeinado, pode ter benefícios mais amplos do que se pensava, incluindo melhorias no humor e possíveis efeitos positivos na saúde do cérebro. A conclusão é de um estudo publicado no Medical News Today, com base na investigação do APC Microbiome Ireland, em colaboração com o University College Cork.
De acordo com os investigadores, o café “é mais do que apenas cafeína”, funcionando como um fator alimentar complexo que interage com o intestino, o metabolismo e até o bem-estar emocional. O estudo destaca ainda a ligação entre o intestino e o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro, onde a microbiota intestinal desempenha um papel essencial na regulação do humor e do stress.
Na investigação, 62 participantes foram divididos entre consumidores regulares de café e não consumidores. Após um período de abstinência de 14 dias, os participantes voltaram a consumir café, com cafeína ou descafeinado, durante três semanas.
Os resultados mostraram que ambos os tipos de café estiveram associados a melhorias no humor, incluindo redução de stress, depressão e impulsividade. Já o café com cafeína destacou-se por reduzir a ansiedade e melhorar a atenção e a vigilância. O descafeinado, por sua vez, esteve ligado a melhorias na memória, aprendizagem, atividade física e qualidade do sono.
Segundo o Medical News Today, os investigadores observaram ainda alterações na microbiota intestinal e em vários metabolitos associados ao consumo de café, sugerindo uma ligação direta entre o que se bebe e a forma como o cérebro responde.
“Os benefícios observados resultam provavelmente de uma combinação de fatores biológicos e psicológicos”, referem os autores, apontando tanto para os compostos presentes no café como para o impacto do hábito de consumo.
Apesar dos resultados promissores, os investigadores sublinham que se trata de um estudo com uma amostra reduzida e que se focou apenas em café instantâneo, pelo que serão necessárias mais investigações para confirmar e aprofundar estas conclusões.